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Conta a história do futebol brasileiro que, certa vez, lembrando a Paris que havia sido visitada pela Seleção, Garrincha lascou: “Aquela cidade onde o …

Conta a história do futebol brasileiro que, certa vez, lembrando a Paris que havia sido visitada pela Seleção, Garrincha lascou: “Aquela cidade onde o Seu Feola caiu na banheira!”.

Para nosso craque, A Cidade Luz não era lembrada por boulevards, arcos, torres ou as ancas da Catherine Deneuve; era a cidade do tombo do treinador.

A percepção de um fenômeno qualquer depende de muitos fatores: das mensagens transmitidas, do meio utilizado e das referências de quem o percebe.

O atual governo federal, por exemplo, poderia ir para os livros de História como aquele que apresentou corrupção em cardumes, duplicou o custo do funcionalismo e desperdiçou a grande onda de crescimento econômico que o mundo teve nos últimos anos. Entretanto, o que estará agendado, pelo menos a médio prazo, será o governo do crescimento, da redução da pobreza, o governo do “novo pai dos pobres”.

Tudo uma questão de comunicação. Um presidente que domina todas as técnicas do populismo e uma parcela importante da mídia atuando como se amestrada fosse resultam numa percepção específica do governo.

Em nível estadual, o fenômeno repete-se, porém em sentido contrário. E por culpa do próprio Governo Yeda.

Na há dúvida que – vamos plagiar Nosso Timoneiro – “nuncanahistóriadesteEstado” houve tanta gente qualificada, fazendo a lição de casa na gestão econômico-financeira. Os caras estão consertando um avião voando, resistindo às pressões corporativas e rompendo com o paradigma do orçamento deficitário. Algo que, já se acreditava, não era mais possíve, pelo menos neste século.

A imagem do governo estadual, porém, caminha para a do mais engenhoso mecanismo para gerar crises internas e externas que se tem notícia. É uma máquina que parece retroalimentar-se.  

Magistério, Busatto, Detran, casa na Chácara das Pedras, agentes penitenciários, chope indigesto, CPI são termos que insistem em permanecer na mídia, marcando negativamente o governo como postitis em um mural.

Embora ainda faltem quase dois anos e meio de mandato, a hora de reagir é agora.

O trabalho de alterar a agenda é tarefa da gestão.

Autor

André Arnt

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