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Por que não?

Ano novo, grandes decisões. Siga o conselho do Vandré: Vem, vamos embora Que esperar não é saberQuem sabe faz a horaNão espera acontecer Faça …

Ano novo, grandes decisões. Siga o conselho do Vandré:

Vem, vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer

Faça a sua hora. Boa alternativa safada é imitar Manu, o poeta que morou na Lapa e resolveu se mandar para Pasárgada. Esses versos de Manuel Bandeira já dão uma dica de como é Pasárgada, um paraíso onde a maçã é fortemente desejada e totalmente liberada:

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

É fácil perceber que em Pasárgada não há imposto de renda e que lá, como aqui, a corrupção é um malfeito banal. Pasárgada é um paraíso, inclusive fiscal, onde o benfeito é acidente e qualquer ficha imunda também vira senador.

Caso você queira ir para um lugar menos inconsequente, mas tão relaxante como a Bahia de Caymmi, faça como ele e – com ou sem a sua Anália – se mande para Maracangalha:

Eu vou convidar Anália

Eu vou!

Se Anália não quiser ir

Eu vou só!

Eu vou só!

Eu vou só!

Se Anália não quiser ir

Eu vou só!

Eu vou só!

Eu vou só sem Anália

Mas eu vou!

Se o Caetano vai de qualquer jeito, mesmo sem lenço e sem documento, para seguir vivendo com amor, você vai ficar aí, paradão? Mexa-se:

Sem lenço, sem documento

Nada no bolso ou nas mãos

Eu quero seguir vivendo, amor

Eu vou…

Por que não, por que não…

Por que não, por que não…

Por que não, por que não…

Por que não, por que não…

Enfim, faça a sua hora, não espere acontecer. Por que não? E quando você tiver a certeza que chegou ao seu Nirvana ou Shangrilá, pegue no Carnaval um pandeiro e saia no bloco do Eu Sozinho cantando a marchinha do Paquito e do Romeu Gentil:

Daqui não saio!

Daqui ninguém me tira!

Onde é que eu vou morar?

O importante é ser feliz. Faça a sua hora. Por que não?

Inté.

 

Vitrine (comentários sobre a coluna anterior)

Amigo fraterno de inesquecíveis jornadas em nossa mocidade, que já se vai tão distante, aproveito esses dias festivos para desejar muita paz e, principalmente, muita saúde no ano que aproxima.  Do leitor assíduo de suas deliciosas crônicas semanais. Fernando Gameleira, advogado, Rio.

A  “fiscal” viu agora a coluna de hoje. Grande ideia a tua, e não podia deixar de ser algo assim, pois o vídeo é maravilhoso. Vai ver que esse é o fim do mundo anunciado para 2012. É o fim do mundo que conhecemos, vem vindo outro, e o Oriente tem tudo a ver com isso. Amei. Vera Veríssimo, psicóloga nomeada “fiscal” da coluna, Porto Alegre.

Grato, Mario. Ao findar-se mais um ano, deixo ao colega e amigo de tantos anos um 2012 com muita saúde, paz e sucesso. Um grande abraço. Engenheiro José Carlos Pellegrino, São Paulo.

Não faça isso comigo – te amo. Abu. Eu. Seu. Antonio Abujamra, um homem de teatro, São Paulo.

Adorei, Mario!!! Obrigada. Beijossss. Claudia Almeida, Rio.

Mário, que lindo! Amei! Bjx. Circe Aguiar, professora, Rio.

Autor

Mario de Almeida

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