O mês de novembro começa dentro de três dias. Não é possível enganar o calendário. Está lá na folhinha (quem aqui é do tempo da folhinha?) que outubro termina na sexta-feira, dia 31. E por ser o penúltimo do ano, novembro parece que dispara. Contra a nossa vontade. Seus dias e noites não rendem. E, invariavelmente, ficam coisas para serem feitas. Aliás, estou em débito com diversos compromissos pessoais, familiares e profissionais. Nem vou prometer zerá-los antes de 2015, porque (ai, meus sais), novembro está batendo à porta de todos nós.
Para acertar um pouco estas demandas reprimidas e reduzir a culpa pelo que não foi feito, sairei alguns dias para um retiro compulsório e nem tão prolongado assim (15 dias). Não será um período tão sabático porque manterei algumas rotinas. Como esta coluna, as aulas de Pilates (que não abandonarei por nada neste mundo), e a realização daqueles exames chatos, mas necessários de saúde, porque a médica me achou muito enfraquecida na última consulta. Pretendo recomeçar as caminhadas com as amigas nos fins de semana, retomar a leitura e voltar a frequentar cinemas.
Coisas simples que a gente vai deixando para depois e não coloca entre as prioridades. Quando houver um tempinho, elas entram na nossa pauta diária de tarefas. Mas nunca se encontra esta sobra para realizá-las. É preciso que se tenha um plano urgente. É o que planejo fazer com estes 15 dias de férias. Um período de mais amor, mais afetos, mais carinhos. Sem o ódio e o rancor dos últimos 20 e poucos dias de ambiente eleitoral.
Ver o meu afilhado pequeno (Lucas) que com insistência reclamava e indagava quando falava comigo pelo telefone: “mas tu não gosta mais de mim, heim dinda?”. Com o período eleitoral e o tempo que o assunto me tomava, deixei de visitar o pequeno lá em Butiá, onde ele reside com meu irmão e cunhada. E fui extremamente cobrada pelo guri, habituado aos nossos encontros rotineiros. Chamar imediatamente a Lessa e a Euthália para a saudável caminhada das gurias aos sábados pelas manhãs. Arrumar uma casa na praia emprestada para sossegar os pés e me embriagar de sol.
Como faço sempre nesta temporada todo o ano, na metade de novembro estar com os presentes de Natal todos comprados e etiquetados, para evitar aquela loucura no comércio dos dias que antecedem as festas de final de ano. Viu só, Bela Hammes (amigona que faleceu no dia 5 de outubro e que me ligava para saber se a minha preparação natalina estava toda ok), para algumas coisas eu ainda continuo exatamente igual.
Enfim, vou ser mais solta, leve e light. A vida está a me exigir momentos menos tensos e mais amenos. Os dias estão a me cobrar alguns minutos de folga, relax e total descontração. As noites estão a me oferecer opções de encontros e conversas informais e sem compromisso. Desligando, câmbio!

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