Há mais de dez anos atuando como consultor de empresas de médio e grande porte, já não me surpreendo mais ao fazer o diagnóstico inicial de um novo cliente que, quando perguntado acerca de quem seriam seus concorrentes, afirma:
– Considerando o nível de diferenciação e qualidade de nossos produtos, praticamente não temos concorrente!
Embora haja mercados incipientes nos quais marcas podem vir a atuar sozinhas, esta afirmação na esmagadora maioria das vezes traz consigo um gigantesco erro de percepção do mercado.
Concorrentes são todas as empresas ou marcas com o qual o cliente compara a sua. Assim sendo, é muito importante um contínuo monitoramento do mercado.
Uma marca como a Montblanc, por exemplo, deve pensar no mercado de caneta de luxo, porém não pode esquecer que a comparação das canetas pode ocorrer com alternativas de presentes de alto valor.
No Brasil, nos últimos cinco anos, indústrias como a do vestuário e de eletrônicos tradicionais vem nitidamente perdendo espaço para ações mercadológicas da indústria de celulares em datas festivas como Dia das Mães, dos Namorados ou Natal.
É claro que se formos na raiz desta situação, concluiremos que tudo concorre com tudo. Será que você não está indo menos a restaurantes para equilibrar seu orçamento e continuar pagando o provedor de Internet, a conta do celular, da TV a cabo, para falar das novas despesas que entraram nas nossas vidas?
Como o bolso que paga é um só, executamos estes exercícios compensatórios a todo o instante. Cabe ao gestor de Marketing identificar com que produtos o seu está sendo comparado. Feito isto, há que identificar a oferta de valor destes concorrentes.
À proporção que concorrentes operam de forma mais eficiente, elevando o índice de satisfação dos clientes, o risco de prejuízo é iminente.
Procure identificar corretamente seus concorrentes, conhecê-los é o ponto de partida para o sucesso de seu negócio.

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