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Quem sabe faz a hora

Hoje, preciso escrever sobre política. Sem citar nomes de candidatos, coligações, partidos ou revelar as minhas preferências, sempre muito visíveis. Não usarei o espaço

Hoje, preciso escrever sobre política. Sem citar nomes de candidatos, coligações, partidos ou revelar as minhas preferências, sempre muito visíveis. Não usarei o espaço privilegiado aqui do site para fazer algum tipo de propaganda política. Conheço um pouco de legislação eleitoral e sei que até mesmo uma colunista com opinião própria pode ser punida pelo uso desigual dos meios de comunicação social. E nem tentarei com minhas convicções, que penso serem articuladas, convencer os meus leitores (ou não) a seguir a minha cartilha e repetir os meus votos no próximo dia 3.

Na carona do refrão da música “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, falo sobre a política para quem sabe, faz a hora e não espera acontecer. Para quem canta e encanta, braços dados ou não, nas escolas, ruas, campos e construções, e caminhará, no domingo a fim de confirmar, na urna, o seu desejo de Estado e de País. Para quem já marchou em indecisos cordões e teve que calar e amordaçar sua revolta, e tem a chance de dizer, através do voto, que não aceita mais andar na contramão da História.

Estes devem confirmar, no domingo, que conhecem, sim, um novo País, erguido, tijolo por tijolo, nos últimos quase oito anos, ainda que nem sempre agradando as elites dominantes. Um Brasil que ensaia, aos poucos, alguns contornos de repartição de renda, de moradia para mais pessoas, de mais investimentos em saúde, educação e segurança. Uma pátria amada e que começa a ser idolatrada por mais brasileiros. Um território que não fica somente deitado em berço esplêndido e que se expande em busca de conhecimento internacional. E que aposta na continuidade deste estado de graça.

Nos campos, flores, grandes plantações. Nas avenidas, ruas, edifícios comerciais e residenciais. Nas cidades urbanas e rurais. De todos os lugares. A população brasileira deverá mostrar, nas eleições deste domingo, que voltou a ter esperança, que até recupera um pouco a confiança em alguns políticos, que busca o original, sem genéricos, que cansou dos ataques e das acusações infundadas, que está disposta a continuar acreditando que um novo País é possível. Sem medo de ser feliz.

Autor

Márcia Martins

Márcia Fernanda Peçanha Martins é jornalista, formada pela Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), militante de movimentos sociais e feminista. Trabalhou no Jornal do Comércio, onde iniciou sua carreira profissional, e teve passagens por Zero Hora, Correio do Povo, na reportagem das editorias de Economia e Geral, e em assessorias de Comunicação Social empresariais e governamentais. Escritora, com poesias publicadas em diversas antologias, ex-diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Porto Alegre (COMDIM/POA) na gestão 2019/2021. E-mail para contato: [email protected]
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