No campo da comunicação pública e da geopolítica, as palavras raramente vêm desacompanhadas de ação. Quando se ressuscita a ideia anacrônica de que a América Latina é o “quintal” das grandes potências, o que está em jogo não é apenas um deslize de linguagem, mas a construção do consentimento para a imposição da força.
O Brasil levou décadas construindo sua relevância global por meio da diplomacia, da negociação multilateral e de um soft power que nos transformou em referência internacional. Enquanto construíamos pontes e buscávamos a integração soberana, o cenário recente expõe a fragilidade das regras internacionais: vimos a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, o redirecionamento de dezenas de milhões de dólares em assistência militar para a nossa região e o recente plano de transferência de drones de ataque Reaper para a América do Sul.
O que assusta no debate público atual é a naturalização desse avanço. Em nome de discursos absurdos de uma falsa segurança, que não funciona nem em território americano, aceita-se passivamente a militarização dos nossos mares e céus. É alarmante perceber que uma parcela do público e da elite local pareça cega ao risco de ver nossas maiores riquezas, a Amazônia, as reservas de lítio, o pré-sal e a nossa biodiversidade estratégica, tratadas como meros ativos à disposição de terceiros. Décadas de construção do desenvolvimento nacional não podem ser sacrificadas sob a ilusão de um alinhamento automático que nunca nos trouxe dividendos reais. Muito pelo contrário.
A soberania não é uma abstração política nem um adereço ideológico; ela é o escudo que garante o pão, o patrimônio e o futuro do nosso povo.
Nós, patriotas de verdade, aqueles que sentem no peito o orgulho desta terra e compreendem o valor de cada conquista da nossa história e não marionetes do Tio Sam, jamais aceitaremos que a nossa soberania seja rasgada ou leiloada em prol de interesses particulares e familiares. O Brasil é uma nação gigante, livre e dona de seu próprio destino. Não somos e nunca seremos o quintal de ninguém.
Resolvam os B.O.s de vocês, assumam a bronca de terem tentado um golpe de estado, nós não vamos aceitar virar capacho de americano para que algumas famílias saiam incólumes do buraco que elas mesmo se enterraram.


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