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Repassando

Antes de mandar minha última crônica para a Press Revisão, do Luís Augusto, Aurea, a mulher, leu e comentou: está bonito, você vai receber …

Que lindo o seu texto / poema.

Tanto mais quando nos remete aos anos de chumbo, cujas memórias / emoções / medos/ revoltas procuramos lavar no enfrentamento do cotidiano, já que la guerre est finit.

Lavamos as dores daqueles tempos pavorosos, mesmo porque não queremos ser vitimistas, ou seja, cultivar o horror como razão da existência. Lavar, com a chuva, a tristeza daqueles tempos que desperdiçamos.

Um grande abraço e continue a alimentar os nossos sonhos nostálgicos e também nossa esperança.

Respondi:

Modesto, sua resposta foi fundo na perfeita exegese do meu texto e do nosso passado.

Agradeço em nome de nossa amizade passada e presente, com a esperança que se sacramente num futuro feliz. Abração.

Do vizinho e amigo, Aderbal Moura:

Mario, legal, sua reflexão no poema, me fez lembrar algo do Jobim:

A chuva caiu

Caiu lá na serra

Lavou o meu rosto

Molhou toda a terra

A chuva caiu

Dentro de mim também

Lavou meus pecados

Me fez querer bem…

Do também vizinho e amigo, engenheiro José Antônio:

Lindo, Mário!

Dá vontade de saber mais, que a narrativa prosseguisse, de dizer: começou, tem que continuar!

Gosto muito de seu estilo de escrever. Para mim é como uma aula (sic!).

Valeu.

O jornalista, publicitário, advogado especializado em direito espacial, amizade gaúcha há 52 anos e que hoje empresta seu talento ao governo, mandou de Brasília:

Tua chuva me respingou.

Um dia também senti.

Ela me restaurava.

Água benta.

Abração.

Da grande amiga desde daqueles tempos, também gaúcha, a psicóloga Vera Verissimo:

Uma pintura teu último texto da Coletiva.

Conteúdo muito bem usado, como sempre. Poético. Tecnicamente perfeito.

A antiga vizinha, professora de idiomas, Circe Aguiar, amiga que depois de estacionar fundo no meu coração durante anos, mudou-se, diminuiu agora (ou aumentou?) a tal da saudade:

Aqueles dias de chuva, há pouco, também te afetaram.

Da próxima vez vou experimentar tua receita de sacudir a cabeça ao vento, mãos nos bolsos e passo firme.

O sol sempre volta mesmo, embora aqueles dias cinzas parecessem sem fim.

O céu é sempre azul. Com ou sem nuvens. É uma questão do ângulo do observador. rrssr. bjx. saudades.

De São Paulo, da Denise, viúva de meu inesquecível amigo Maury Demange, da nossa turma da Caetano de Campos:

Linda, Mario! Abraços.

 

Do amigo Gustavo Borja Lopes, antigo companheiro da Fundação Roberto Marinho, hoje na TV Brasil:

Simplesmente lindo! Abração.

Da outra antiga companheira da FRM, amiga e colaboradora do meu último livro, também sofredora com o nosso Mengo, Fernanda Kelly:

Gostei, bacana… bjs

Do meu filho não biológico – mas que poderia ser -, dos meus tempos de querência, o engenheiro gaúcho Eloí Flores:

Reza para chuva igual a essa lavar e levar, definitivamente, esse passado que existe no nosso Congresso Nacional.

Aos leitores que possam imaginar que estou apenas colocando na vitrine um ego inflado, esclareço:

Um abração a todos que se ocuparam digitando palavras para este velho escriba, um agradecimento público, inclusive para o meu amigo engenheiro José Carlos Pellegrino que, assim como o Modesto, também foi companheiro de ginásio.

Inté.

Autor

Mario de Almeida

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