Final de ano é sempre um momento de reflexões. Falsas e verdadeiras.
Faz dez anos que eu assumo o compromisso para, no ano que chegará, ler Os Sertões. Dez tentativas, dez falhas.
A motivação está dentro de cada um de nós: mobilizamo-nos em direção àquilo em que acreditamos. Não adianta resolver fazer algo em que não percebemos a real vantagem para nós. Funciona assim para parar de fumar, iniciar regimes, fazer um curso, mudar de trabalho.
Se isto é verdade em se tratando dos indivíduos, também o é para as sociedades, a cidade, o estado ou o país.
Não seria ótimo se o prefeito Fogaça resolvesse, para valer, liderar um projeto arrojado para a orla do Guaíba?
E se a governadora resolvesse acreditar que comunicação é importante e passasse a ter uma relação mais qualificada com a opinião pública? Ela faz um governo muito bom, saneia as finanças do Rio Grande, mas parece ter uma fábrica de desgastes instalada no palácio.
E se o Lula resolvesse assumir que não tem a mínima condição para administrar um condomínio de quatro apartamentos e, em janeiro, desse o prefixo e saísse do ar? Hein, hein?
Esqueça. Ele continua nas nuvens com a opinião pública. Sinecuras com funcionários públicos, juros nas alturas assegurando os estratosféricos lucros dos bancos e um programa de fornecimento de alimentos sem reciprocidade, que vai assegurar a perenidade da miséria; são os alicerces destes índices de satisfação.
Além disso, a fórmula de anestesia da economia que vem sendo aplicada ao Brasil há muitos anos implica uma gestão morna, que não solta as amarras da economia. Quando o mundo cresce, o país cresce, quando acontece a recessão mundial, afundamos.
Falta-nos o estadista disposto a fazer a cirurgia. A coragem para enfrentar as corporações, contrariar interesses e prestigiar o empreendedorismo tem sido a fórmula adotada por todos os países que saíram do subdesenvolvimento nos últimos 20 anos.
Que 2009 seja um ano para a construção de um projeto político que faça o Brasil avançar. Que tenha capacidade de enfrentamento dos interesses que historicamente têm funcionado como âncora num país que precisa crescer.
Feliz Natal a todos!
Perguntando
Governo Federal faz propaganda visando estimular o consumo de feijão com arroz. Não há limite para o ridículo deste Desgoverno?

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