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Siga a estratégia de Ban-ki Moon

Ban-ki Moon, o novo secretário-geral da ONU, quer a “mudança dentro da continuidade”. Assim como ocorreu anteriormente com Kofi Anann, BAn-ki Moon pode surpreender. …

Ban-ki Moon, o novo secretário-geral da ONU, quer a “mudança dentro da continuidade”. Assim como ocorreu anteriormente com Kofi Anann, BAn-ki Moon pode surpreender. Ministro das  Relações Exteriores sul-coreano, foi pouco conhecido ao ascender a um dos mais altos cargos da diplomacia mundial. O seu perfil é o de um homem “mais secretário do que secretário-geral”, segundo uma brincadeira americana.

O fato é de que Ban-ki Moon já provou suas qualidades de estrategista. Afável, discreto e acessível, ele conduziu uma campanha hábil na qual evitou entrar em colisões.frente a potências líderes. “Sua campanha foi muito reveladora de seu lado metódico e dedidido”, afirma, admirado, um embaixador.

CAPAZ DE HARMONIA

“No fundo, eu sou um pessoa capaz de harmonizar”, declarou Moon ao Le Monde. O apreço pelo bom senso lhe valeu nos corredores da ONU a fama de um candidato “sem brilho, por isto, uma escolha de todo o mundo”, disse um jornalista especializado em ONU. A agência EFE registrou, com fina ironia: “Ninguém deve esperar multidões na eleição da ONU”. Para o Le Monde, lhe valeu em sua defesa justamente esta capacidade de não arrebatar multidões. Sem elevar o tom, o novo secretário-geral argumenta em sua defesa que as aparências podem enganar.

A idade deixou poucas marcas no rosto redondo ao qual um corte cabelo liso e óculos conferem um ar de sábio. Mas cuidado, sua humildade não significa fraqueza. “Às vezes, os asiáticos dão mostras de suas qualidadeS de uma maneira diferente”, conta o embaixador no ONU Wadg Guanguya.

PROBLEMAS COMPLEXOS

Em diversas oportunidades, Ban-ki Moon foi conduzido a encarar a complicada questão nuclear, na qual desde 2004 é um dos principais negociadores. “Estou preparado para lidar com problemas complexos”, diz. No exercício da função de secretário-geral, pretende seguir a obra a obra que Annan não conseguiu terminar, como a reforma da ONU. “Pessoalmente eu tenho muita fé na ONU. Mas nós precisamos reformar esta organização que já é sexagenária, para torná-a mais eficiente e eficaz”, acredita ele.        

Autor

Iara rech

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