Em tempos de crise, nada como buscar refúgio em tempos vintage. Assim,
– Sou do tempo em que não fazia parte de nenhum grupo de risco;
– em que toda criança contraia sarampo e caxumba;
– que sarampo e caxumba eram pretextos para “matar” aula;
– que o terror da gurizada era o Juizado de Menores;
– que bunda era conhecida como nádegas;
– que “não” era “talvez”;
– que refrigerante era Grapette, Guaraná Frisante Polar, Charrua e Minuano Limão;
– que Pepsi era o refrigerante preferido dos gaúchos;
– que guaraná era o da Bhrama;
– que Crush era só um refrigerante;
– que vinho era de garrafão com uva Izabel ;
– que café era passado em saquinho de pano;
– que brancura era Rinso;
– que plano de saúde era o Pronto Socorro e o Samdu;
– que estrogonofe era prato fino;
– que frango era galinha e cardápio de domingo;
– que blusa sem alça era “tomara que caia”;
– que jeans era Brim Coringa;
– que transmissão de futebol no rádio era em duplex;
-que a convocação da seleção brasileira era uma solenidade;
– que os aprovados no vestibular eram conhecidos pelo rádio
– que cinema de domingo era matiné, com dois filmes;
– que ainda não tinham descoberto as palavras empoderamento, empatia, sororidade, misoginia,vintage
– que Lugar de Fala era tribuna.
Sou do tempo em que (…): acrescente aí suas vivências.

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