
Faltam dois dias para o primeiro turno e a campanha eleitoral está encerrada na mídia. Já aprontei minha colinha porque tem muito voto para digitar. São seis escolhas no total ou 19 números digitados, mais seis vezes o “confirma”. Isso se o eleitor não optar pelo voto em branco ou nulo.
No RS, as disputas para o governo e as duas vagas de senador estão em aberto e tudo indica que teremos segundo turno nos cargos para o executivo. Igualmente para a presidência, pelas amostras das pesquisas até agora, a decisão ficará postergada, embora as duas principais candidaturas, apelando para o voto útil, apostem nas redes sociais que vitória agora é possível.
Tanto em nível nacional como aqui a campanha só esquentou mesmo, com ataques recíprocos e exploração das fragilidades dos adversários, nessa reta final e mais para a presidência do que para o governo do estado. Registre-se que teve um bom incremento nas polêmicas de parte de ministros do STF. Nessa fase vale tudo e até a Padroeira do Brasil virou tema e polêmica de campanha, quem diria?
Os programas de rádio e tv foram mais do mesmo e em alguns casos, menos do mesmo. Até então, o destaque na campanha, pelo menos por aqui, ficou por cona da profusão de wind banners (velas eleitorais, em bom português) que passaram a infestar as áreas públicas de grande circulação de veículos e potenciais eleitores.
Na pesquisa que me dei ao trabalho de fazer, soube que as velas custam de R$ 80,00 a 150,00 a unidade, dependendo da quantidade. Uma campanha minimamente competitiva exige a exposição de cerca de 500 velas concentradas nas regiões de interesse do candidato e sempre armadas em um grupo de quatro ou cinco para que o visual chame a atenção. Custo dessa operação: de R$ 40 mil a R$ 75 mil. O mais caro, porém, é a colocação do material, o que deve ocorrer diariamente pela manhã para ser recolhido no final do dia. O pessoal contratado para isso em todo o período da campanha chega a faturar R$ 100 mil.
Sobre prognósticos e avalições mais aprofundadas da campanha eleitoral deixo para os analistas políticos> Não me arrisco, porque em 48 horas tudo pode mudar.


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