O andamento da Copa do Mundo para o Brasil e a temporada de 2026 da dupla Gre-Nal não me inspiram confiança. As amostras que vimos até agora me fazem ser pessimista como poucas vezes fui na vida em relação ao futebol. A busca pelo hexa esbarra em superioridade de outras seleções que podemos encontrar no caminho. A disputa dos “ex-grandes” do nosso Estado não é mais por títulos, o rebaixamento é quem bate à porta.
Nos Estados Unidos, México e Canadá (principalmente em solo norte-americano, onde dois terços do Mundial acontece) o italiano Carlo Ancelotti mostra a cada jogo que temos o melhor técnico do torneio. Não há quem domine melhor o jogo do que ele. Está passando pela sua primeira experiência em uma seleção, logo numa Copa e logo com o Brasil, com excelência.
Por que, então, o meu pessimismo? É que não basta o treinador e sua comissão técnica, que estão do lado de fora das quatro linhas e na maioria das vezes longe das decisões erradas dos dirigentes. A CBF errou demais no ciclo entre 2022 e 2025. Demorou para definir um rumo no mínimo aceitável para a história de nosso time.
Ancelotti apareceu e finalmente ajeitou as coisas. Mas deve ter sido tarde para o sonhado hexa. A convocação foi ótima, a montagem da equipe está ocorrendo no decorrer das partidas e tudo se encaixa muito bem. Os jogadores estão se empenhando e temos grandes destaques, promissores para chegar longe. O problema é que vejo França, Espanha, Argentina e Portugal bem melhores. Estão encaixados, sólidos na defesa, com craques protagonistas no ataque. Espero, claro, estar errado.
Na dupla Gre-Nal a situação é ainda mais grave. Nunca a expressão “de mal a pior” serviu tanto para caracterizar a realidade dos clubes. A tabela do Brasileirão apresenta um sinal claro de que não vamos lutar por outra coisa senão evitar a queda para a Série B. Ambos estão na mesma, a famosa gangorra quebrou para baixo.
A parada da Copa está, por incrível que pareça, aumentando o pessimismo. O Grêmio tem desafios maiores na repescagem da Sul-Americana e Copa do Brasil logo na relargada de 2026 e, em vez de reforçar um time que não convenceu no primeiro semestre, perdeu Arthur e Viery, ainda pode deixar Gabriel Mec ir embora. O Inter tem um elenco frágil, terá a turbulência das eleições no final deste ano, está vendendo Borré (que não anda bem, mas conta para o grupo) para o River Plate.
Em poucas semanas, quando voltarem ao calendário de jogos, as torcidas de azuis e vermelhos voltarão a suspirar fundo cada vez que as camisas entrarem em campo. O mesmo suspiro que damos ao enxergar franceses, espanhois e argentinos passando por cima dos adversários. Torço para que o meu pessimismo esteja totalmente equivocado.


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