| O Hospital de Pronto Socorro passou por rigoroso raio-X e o diagnóstico é de doer: o nosso HPS está quebrado. Há tempos o HPS sofre daquilo em que é especialista – traumas. Já teve, na sua prestativa história, torções na aparelhagem, luxações funcionais, machucaduras técnicas. Agora, examinado com a urgência que lhe caracteriza, descobre-se que está arrebentado. Quem viu a chapa garante: é fratura exposta na infra-estrutura. Como foi acontecer isso, logo com quem devia estar saudável? Ah, sabe os choques entre a administração municipal, estadual e federal? São crônicos. Previsível, o tombo. Não foi por falta de avisos. Tantos apelos de cuidado com as verbas escorregadias, pedidos pra evitar esforços dos equipamentos obsoletos, sugestões pra melhorar a articulação com o poder público. Já doía em vários andares, mas em vez de pressa nas soluções, compressas na sala de espera. Quem mais padece com o traumático quadro são os de sempre. Funcionários engessados nos limites das condições de trabalho e dos recursos materiais, equipes médicas noite e dia sobrecarregadas, e os pacientes, que acumulam a agonia que os leva até lá e a que lá encontram. Um osso duro de pôr no lugar. O problema do HPS é que o Brasil problematiza cada vez mais sua rede de saúde. Como o contribuinte sabe, a prioridade dos governos é cuidar do governo. Depois, tratar da classe política. Após, beneficiar as elites. Em seguida, favorecer aliados. Por isso são tão sadios. Como sabem os administradores hospitalares e seus involuntários hóspedes, sobra quase nada para tratar essa mazela nacional. O que nos sugere, comovidos, conceber um plano pra salvar o HPS e outros nosocômios do país, entregues às moscas, baratas e ratos. Se não dá pra socorrer o desesperado HPS, ora, melhorem-se os pacientes. Do jeito que está não dá. Por exemplo: podia-se iniciar um programa de redução de ossos. Ao nascer, o brasileiro perderia um par de costelas, algumas vértebras, umas falangetas, tudo sobrando. Calculem os milhões de ossos a menos e já se antevê a vantagem pro atendimento. Diminuir o tamanho de fêmures. Erradicar a osteoporose. Facas menos afiadas em casa e nas ruas. Automóveis acolchoados por fora. E lavar as vítimas antes da chegada impediria tanto sangue no local, o que só piora a higiene. Não resolve, mas dá pra rir. Pra não chorar. |
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Filhos, melhor não tê-los. Mas se não tê-los, como matá-los? A degeneração de caráter nas gerações se Pais podem evitar os filhos que não desejam ter. Tem quem se orgulhe da árvore genealógica Pessoas que só fazem sexo com fins procriativos A maneira mais eficiente de estragar uma criança O coito interrompido leva à falta de herdeiros. Prevalecem os parentescos verticais – avós, pais, Chama-se planejamento familiar essa íntima |
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| Qual a novidade em certos tipos de piercings que conotam alguma espécie de sofrimento à pessoa que o enfia no corpo? Há centenas de anos casais usam um aro de metal na mão esquerda que simboliza coisas bem piores. |
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