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Uma clônica de vez em quando

      Notícias boas são aquelas que a gente recebe com tempo para curti-las. Nada melhor do que uma boa clônica para comemorar a semana. Não …

img src=”fotos/coluna_clo_18_03.jpg” align=”right”>      Notícias boas são aquelas que a gente recebe com tempo para curti-las. Nada melhor do que uma boa clônica para comemorar a semana. Não se pode contar com tanta sorte, mas é naquela hora que teu coração responde com ações boas e dadivosas. Elas, as ações boas e dadivosas, preferem não se manifestar enquanto estamos ocupados.

      O sofrimento de escrever sem pensar deveria ser tentado pelos datilógrafos, desde que se escreve como eles, em frente ao teclado.

      Difícil é coordenar, depois, o enchurrão de idéias. Poderia sugerir Picasso. Ou Botticelli. Que pintavam como um escritor datilógrafo produzindo idéias na velocidade de um anjo. Esse toque mágico encontrei em um disco extra-excelente. São versões do poeta Carlos Rennó para obras de Cole Porter, George & Ira Gershwin com interpretações arrebatadoras de santos intérpretes brasileiros. Exemplo disso é a gostosa “Façamos”, com Elza Soares e Chico Buarque.

      Não vou contar, mas foi uma amiga que emprestou o disco. A mesma da clônica passada, lembra? Afinal, uma clônica por semana, no finzinho ou no início, é sempre, no mínimo, natural.

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Autor

Clo Barcellos

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