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Uma Copa para salvar ou afundar mais

A Copa do Brasil está voltando à rotina da dupla Gre-Nal em meio a turbulências no Brasileirão. As preocupações do pós-parada da Copa do Mundo são gigantes e podem ser no mínimo amenizadas se os nossos clubes passarem de fase. Não é fácil, as esperanças são pequenas. De qualquer forma é uma chance de salvação. Ou vai servir para afundar mais.

Os adversários não serão fáceis, mas os maiores problemas hoje estão dentro da dupla Gre-Nal. O Corinthians encara o Inter com bons resultados depois do retorno às competições e está em ascensão na tabela. Péssimo momento para os colorados pegarem os paulistas. O mesmo dá para dizer para o Grêmio em relação ao Mirassol, que retomou o calendário derrotando o próprio tricolor gaúcho e vem embalado.

A questão, porém, não são os outros. É a nossa ruindade. A rodada do último fim de semana aumentou o desespero dos dois times no Brasileirão. Quem está lá embaixo continua subindo, outros que estavam perto do Z-4 já não estão mais e os nossos “grandes” estacionaram na tabela. É muito ruim ver a dupla Gre-Nal jogando como times pequenos, dentro ou fora de casa, só esperando o contra-ataque para tentar algo melhor.

O Inter é um filme de terror. Dá esperanças ao torcedor com boas chances criadas no ataque, tem boa movimentação, mas as falhas individuais sempre penalizam. O que os dois zagueiros fizeram contra o Athletico-PR foi brincadeira. Agora pega sequência difícil no Brasileirão e na Copa do Brasil. Deve entrar na zona de rebaixamento logo no início do segundo turno.

O Grêmio, diante do Fluminense, também se apequenou. Muito pouco futebol, qualidade abaixo do que a torcida merece. Buscou o empate muito mais porque o adversário deu a bola para o time do Luís Castro do que por méritos próprios. Segue uma confusão. As únicas jogadas são pelas pontas, está previsível demais. E o Kannemann né? De novo falhou. Acho que a direção tricolor precisa começar a pensar em uma homenagem de fim de ciclo.

A luta da dupla Gre-Nal é por pouca coisa. Tá brabo. Esperamos que a Copa do Brasil possa salvar 2026. Caso contrário vai nos afundar ainda mais.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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