Se Você é um dos meus dezessete leitores frequentes sabe que costumo bater muito forte no Partido dos Trabalhadores. Sou absolutamente convencido do caráter nefasto deste partido. O que é bom para o PT é ruim para o Brasil e vice-versa, como diz o Reinaldo Azevedo.
O ideário de agigantamento do Estado sobre o indivíduo, o ódio ao empreendedorismo e a baixa capacidade de geração de riqueza que impera nos países-modelo dos ideólogos petistas são apenas alguns dos motivos para que eu encare-os como nocivos ao real crescimento do Brasil.
Entretanto, enfrentar o PT e seu burro estatismo é, apesar de tudo, menos importante do que a identificação das formigas mais predadoras, que têm passado ao largo de maiores críticas.
Corporações de funcionários públicos, em especial aquelas ligadas às carreiras jurídicas, parecem ter perdido completamente a noção de País e sociedade.
Dormem e acordam procurando brechas na legislação nas quais possam apoiar suas reivindicações por mais e maiores sinecuras.
Se a equiparação a uma determinada carreira pode dar em aumento eles lá se encostam, se em outra, o auxilio-moradia pode transformar-se em um trenzinho lá estão eles.
Tragicamente, de quem se deveria esperar maior consciência vêm os piores exemplos. Têm salários diferenciados e, além disso, é delas, em muitos casos, a atribuição da cobrança do cumprimento da lei.
A barbaridade do dia de hoje vem do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Em abril, a título de uma totalmente discutível diferença de URV, os dois órgãos sangraram oito milhões de reais dos cofres públicos.
E assim vai, nos municípios, no Estado e no País… Se os privilégios são legais ou não, quem decide é alguém que, em algum momento, desfrutou ou desfrutará de um trem da alegria destes.
Enquanto isso, faltam-nos infraestrutura, segurança pública, assistência médica e, pior de tudo, aos filhos das classes menos favorecidas é reservada uma professora que ganha menos do que mil reais numa escola em condições precárias.
Estivesse o PT realmente interessado na construção de uma sociedade melhor, ainda que desgraçadamente socialista, atacaria estes temas.
Começaria o socialismo por dentro do Estado.

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