
Todo mundo já comeu uma empada. Pouca gente prestou atenção na azeitona. Ela é pequena, discreta, quase invisível. Mas é dela o toque no paladar que muda o sabor do último pedaço.
Foi assim que nasceu o nome do meu primeiro livro. Azeitona da Empada (2007) não fala de cozinha. Fala de detalhe. E detalhe que faz a diferença.
Vivemos na era do rápido, do pronto, do descartável. Mensagens curtas, relações rasas, compromissos superficiais. Nesse ritmo, quem tem tempo para o detalhe? Quem repara no que ninguém repara? Considerar os detalhes passou a ser diferencial competitivo.
Eu costumo dizer que tirar nota 9.9 é difícil. Muito mais difícil é entender o que gera o 0,1 que falta para chegar à nota 10. A diferença entre o bom e o extraordinário nunca é um abismo. É um detalhe.
No mundo das atividades de vendas, esse detalhe aparece todos os dias. É o profissional que lembra o nome do cliente. Que percebe o tom de voz diferente no telefone. Que volta para entregar mais do que prometeu. Ninguém vira referência por acaso. Vira por causa do 0,1 que os outros não enxergam.
Mas o detalhe mais poderoso não é técnico. É humano.
É o carinho no trato. O afeto na palavra. A empatia que sente antes de responder. Vivemos cercados de gente que fala muito e toca pouco. O profissional nota 10 entende que tocar a mente é preciso, mas tocar o coração é inesquecível.
No Azeitona da Empada procurei enfatizar isso no contexto dos profissionais de vendas. O sucesso não mora no grandioso. Mora no pequeno bem-feito. Na atenção que ninguém pediu. No cuidado que ninguém viu, mas todo mundo sentiu.
Você é um profissional de vendas? Então fica o convite: olhe para a sua rotina e procure a sua azeitona. Pode ser um minuto a mais de escuta. Uma palavra de reconhecimento. Um retorno mais rápido. Um detalhe.
Porque é exatamente aí, no detalhe, que mora o 0,1. E é exatamente ele que separa a nota 9.9 da nota 10.


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