Cinco perguntas para Paloma Poeta

Jornalista passou a atuar como repórter nacional da Record TV

Paloma Poeta - Rafael Baptista

1 - Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou a Paloma, uma canceriana perfeita: muito família, mais coração que razão, um tanto quanto perfeccionista e extremamente determinada. Meio "faca na bota" também, confesso. Nasci em Porto Alegre, mas minha família é de São Jerônimo, na região carbonífera. Tenho um carinho tão grande por lá, que me sinto uma jeronimense também. Sou uma jornalista apaixonada pela profissão. Há cinco anos, atuo como repórter da Record TV RS.

2 - Por que escolheu ser jornalista e trabalhar na área televisiva?

Aprendi a ler e escrever muito cedo, com três anos de idade. Minha irmã Paula recortava letras de jornal e revista e brincava comigo com os sons, as combinações. Virei uma apaixonada por ler e escrever. Brinco que meu pai fugia de livraria comigo, porque eu preferia livro a uma boneca nova. Então, sempre soube que trabalharia com isso. Queria ser escritora. Com o tempo, vendo minha outra irmã trabalhar, a Patrícia, percebi: quero contar histórias assim, no dia a dia. As histórias das pessoas. Comecei no jornal impresso, mas tem coisas que a gente escolhe, e coisas que escolhem a gente. Um dia, me ofereceram ajudar a cobrir férias de um produtor na TV do grupo. Eu fui. Aquele um mês virou um semestre, que virou um ano. Experimentei produção, edição e reportagem. Brincam que "televisão é uma cachaça". Eu nunca mais larguei. E amo cada parte do processo, do "pensar na pauta" até ver o programa no ar. 

3 - Como foi para você receber a notícia de ter se tornado repórter de rede no jornal da Record? Quais são as principais expectativas diante da novidade?

Foi um susto. Eu acordava muito cedo, até então, e antes das 22h já estava com meu dia seguinte todo programado: roupa separada, rotina anotada, hora de estudar (faço também uma faculdade de Direito)... E aí, veio a notícia. Na hora, a ficha demora um pouco a cair. Rotina faz a gente se acomodar um pouco. Foram quase cinco anos. Eu já fazia tudo de olhos fechados, no automático. Lembrei de quando me perguntaram se eu queria fazer um piloto como repórter, lá no início, há quase 10 anos. Uma amiga me disse: uma baita notícia dessas e tu não parece animada. Eu estava assustada pra caramba! Me senti assim de novo. Sentia que devia comemorar, mas não conseguia. É um desafio enorme, porque tira a gente da zona de conforto. E tem a expectativa de quem apostou no meu trabalho também, a gente pensa em não decepcionar. Mas a minha expectativa pessoal é de sempre entregar o meu melhor. Amanhã, em um nível mais alto que o de hoje, porque a gente está em constante aperfeiçoamento.

4 - Como acredita que possa contribuir nesta nova função?

Olha... Tenho vários defeitos, como todo mundo. Mas, se fosse pra vender meu peixe, diria que acredito que tenho uma qualidade que posso mostrar nessa mudança e que a Record me ajuda muito a explorar: versatilidade. Gosto de todos os assuntos. De ao vivo. De gravado. De grandes coberturas. E do buraco de rua também. Além disso, estudo todos os dias pra poder aprofundar o conteúdo que levo pro público. Somado ao fator do perfeccionismo. Que me faz todo dia acordar querendo fazer melhor do que ontem. 

5 - Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Aí me pegou... Confesso que não sei. A gente faz tantos planos. Eu, particularmente, sonho o tempo todo (canceriana, né?). Minha mãe sempre diz: o que é da gente está guardado. Aprendi a acreditar nisso e não lutar contra. Tanta coisa que a gente planeja e acaba saindo tudo diferente - e lá adiante descobre que muito melhor do que se tinha em mente. Então, eu vou fazendo o meu melhor para que as oportunidades surjam. Hoje, meu pensamento é 100% no meu atual desafio. Fazer uma coisa pensando em outra não funciona pra mim, porque duas pela metade não são uma bem feita. Mas o que eu gostaria para daqui cinco anos? Estar trabalhando com jornalismo, claro. Quem sabe com um novo desafio? 

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