Antes de um debate ou sabatina, o entrevistador e mediador da conversa precisa estar preparado. Nesta quinta-feira, 10, a sabatina realizada pela Rádio Guaíba teve como convidado o candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Milton Cardoso (PSDB). No programa ‘Esfera Pública’ a jornalista Taline Oppitz conversou com Milton e contou, com exclusividade à equipe de reportagem do Coletiva.net, como se prepara para o período eleitoral.
É necessário conhecer os candidatos e, para isso, a comunicadora estuda os nomes. Segundo ela, por realizar cobertura política há aproximadamente 25 anos e, normalmente, entrevistar personalidades que já são conhecidas do público, o processo acaba se tornando mais fácil. “Quando há pessoas que estão estreando no campo político, que são candidatos pela primeira vez, sempre faço uma análise das suas posições antes de começar efetivamente essa sabatina. Tem perguntas que são para todos, como, por exemplo, para eles se apresentarem aos ouvintes”, explicou.
Além disso, há questionamentos que são relevantes e estão em pauta atualmente. Outras perguntas buscam também aprofundar o perfil de cada candidato. Sobre as questões, a apresentadora esclareceu que não são necessariamente fixas e que variam de acordo com o tempo que levam para responder.
Conforme Taline, a cobertura eleitoral sempre é desafiadora, mas, para ela, é mais do que isso: é empolgante. “A gente brinca com o pessoal do Esporte que é a Copa do Mundo da Política. É muito bacana, a gente fica mais tempo trabalhando na redação, tem mais pautas para cobrir nesta eleição e, especialmente, para além do período, temos muita coisa acontecendo, principalmente em nível nacional”, acrescentou.
Controle ao entrevistar
Questionada sobre como encontrar o equilíbrio entre a firmeza e a imparcialidade, a jornalista respondeu que, para ela, é fácil, pois trabalha há muito tempo com Política e mantém as fontes como protagonistas, independentemente do partido político. “Como sempre tive uma boa relação com as fontes e estou há muito tempo nesse segmento, fui criando vínculos e relações, fortalecendo as ligações com as fontes”, afirmou.
Além disso, Taline comentou que os entrevistados já sabem da sua trajetória e que nunca agiu como militante. “Então, fica fácil em um momento como esse. É só fazer Jornalismo com critério e com responsabilidade que dá tudo certo”, concluiu.

