Morre Aldo Mariante Obino

O último fundador vivo da ARI sofreu um infarto

O último fundador vivo da ARI (Associação Riograndense de Imprensa) faleceu na sexta-feira. Crítico de Arte e professor de Filosofia, Aldo Mariante Obino sofreu um infarto aos 93 anos, quando estava em seu apartamento, no centro de Porto Alegre. Era o último remanescente dos fundadores da ARI, tendo participado da assembléia que fundou a entidade há pouco mais de 70 anos e elegeu Erico Verissimo como presidente.


Conforme cita Zero Hora em sua edição de sábado, Obino produziu resenhas, crônicas, artigos e críticas sobre teatro, cinema, artes plásticas e música. Acompanhou, interpretou e escreveu sobre as atividades artísticas e culturais do Estado no jornal Correio do Povo, onde começou a trabalhar aos 17 anos, como arquivista, atuando até a década de 80. Também escreveu para o Jornal do Comércio na década de 90.


Obino era considerado entre acadêmicos, professores, artistas e produtores gaúchos uma referência na área. Não perdia nenhuma exposição em cartaz, concertos da Ospa, recitais de música erudita e mostras do Margs. "Chegava ao museu sempre à tarde, acompanhado de dona Wilma, sua esposa e inseparável companheira de música e de arte", recorda a jornalista e professora universitária Cida Golin, que, em 2002, organizou o livro "Aldo Obino: Notas de Arte", sobre o trabalho do crítico.


Ele tinha o cuidado de sempre visitar exposições antes da abertura ao público e, por vezes, assinava seus textos com o pseudônimo Amo, em referência às iniciais de seu nome. Mesmo com a idade avançada continuou produzindo artigos datilografados em máquina de escrever, pois se recusava a usar computador. O sepultamento ocorreu no sábado, no Cemitério da Santa Casa.

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