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121 jornalistas foram assassinados em 2012, diz FIJ

Entidade identificou em relatório as mortes ocorridas durante o exercício de função ou por motivos relacionados à profissão

No último ano, 121 foram assassinados no exercício de suas funções ou por motivos relacionados à atividade profissional, conforme levantamento da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ). No Brasil, foram seis casos, o que coloca o país no 5º lugar na lista das nações com maior número de mortes de jornalistas e trabalhadores da mídia em 2012. Para o presidente da FIJ, Jim Boumelha, os números apontam para o fracasso dos governos e das Nações Unidas na proteção a esses profissionais. “O número de mortos em 2012 se torna uma acusação contra a falta de convicção dos governos no fornecimento da proteção aos jornalistas. Obviamente não conseguiram parar este massacre”, afirma. 

O ranking é liderado pela Síria, com 35 assassinados, seguida pela Somália com 18 registros. Além dos 121 casos de mortes de jornalistas no exercício da função, o relatório da FIJ identifica mais 30 mortos por acidente ou doença relacionada com a prática do jornalismo em 2012. Sobre os profissionais brasileiros, constam no relatório da FIJ as mortes de Valério Luiz, da Rádio Jornal, de Goiás; de Décio Sá, do jornal O Estado do Maranhão e do Blog do Décio, do Maranhão; de Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, do Jornal da Praça, de Mato Grosso do Sul; de Mário Randolfo Marques Lopes, de Vassouras na Net, no Rio de Janeiro; de Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, da Bahia; e de Eduardo Carvalho, do portal Última Hora News, também de Mato Grosso do Sul.

O elevado nível de jornalistas mortos tornou-se uma característica constante da última década. De acordo com a FIJ, que desde 1990 publica relatórios sobre o assunto, ao contrário do que muitos pensam, não foram as guerras que motivaram a maioria dos casos de mortes de jornalistas, mas sim os “crimes encomendados”. Em novembro passado, na Conferência das Agências das Nações Unidas realizada em Viena (Áustria), foi lançado oficialmente o Plano de Ação da ONU para segurança de jornalistas e combate à impunidade. 

Para acessar a íntegra do relatório, clique aqui.

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