Dados do projeto Death Watch, do Instituto Internacional de Imprensa (IPI, na sigla em inglês), indicam que 2015 está prestes a se tornar o período mais mortal para a mídia desde 1997, época em que as mortes passaram a ser registradas. O levantamento aponta que 61 profissionais foram assassinados somente neste ano. Os motivos são causas ligadas ao trabalho ou morte por acidente enquanto trabalhavam. Há, ainda, outras 54 mortes em fase de investigação, que poderão ser incluídas no Death Watch.
O número de mortes de jornalistas diminui gradualmente desde 2012, quando atingiu o pico máximo, contabilizando 133 casos. “Os números revelam o cenário alarmante em que jornalistas ao redor do mundo estão sendo cada vez mais visados por seu trabalho”, afirmou a Diretora Executiva do IPI, Barbara Trionfi. “A morte de um jornalista é a mais horripilante forma de não apenas silenciar um indivíduo ou a mídia de determinado país, mas também de negar ao público notícias e informações às quais tem direito”, explicou.
Quase um terço das 61 mortes confirmadas, neste ano, está ligado ao Estado Islâmico, seja com execuções diretas ou devido a ferimentos durante cobertura em áreas de conflito. Contudo, a maior parte dos casos ocorreu fora do Brasil, e visava profissionais marcados pelo tipo de trabalho que conduziam ou em função do conteúdo de suas reportagens.


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