Grande parte dos conflitos étnicos que envolvem tribos de países do Oriente Médio é argumento sem nenhuma consistência. Esta é a opinião do cientista político e professor da PUC de São Paulo Reginaldo Nasser. De acordo com ele, o Oriente Médio “só quer discutir Islamismo e tribo”. Durante palestra no 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Nasser discursou sobre os rumos da política internacional, assim como a abordagem do tema pela imprensa nacional e internacional.
“A Líbia possui 85% da sua população na área urbana, sendo que 41% estão nas suas duas maiores cidades: Trípoli e Benghazi. É muito difícil que as tribos se estabeleçam nas cidades”, afirma Nasser.
Em outubro do ano passado, depois de 42 anos no poder, o coronel Muammar Kadafi foi morto em sua cidade natal, Sirte. O episódio foi o símbolo da vitória dos rebeldes na revolução líbia, que fez parte da Primavera Árabe. Desde então, o país vive sob um governo provisório. No entanto, no último sábado, 7, foram realizadas eleições para a escolha de 200 membros do Congresso Nacional Geral, que irão substituir o Conselho Nacional de Transição (CNT) até a adoção de uma nova Constituição. (Por Pedro Henrique Tavares, de São Paulo)

