A falta de informações precisas sobre o plano do Governo Federal para garantir o desligamento do sinal analógico de TV sem prejuízo à população é algo que exige “atenção redobrada”, segundo destaca o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero. De acordo com o dirigente, a entidade ficou satisfeita com a publicação do decreto que estende o prazo para encerramento do sinal analógico até 2018. Entretanto, ele ressalta que a associação ainda não recebeu o cronograma de desligamento cidade por cidade, o que, na avaliação de Slaviero, é “o mais importante: um plano consistente que vai garantir que a população tenha acesso à TV digital”.
Segundo o empresário afirmou ao site TelaViva, esse plano deve contemplar não apenas estímulos para a aquisição de set-top box ou de TV digital, mas também ações de apoio do governo à recepção por meio dos dispositivos móveis. Slaviero entende como positiva a possibilidade de digitalizar o sinal mantendo o mesmo canal, desde que isso não seja compulsório, pois caberia ao radiodifusor pesar os prós e contras da decisão. Digitalizar no mesmo canal pode livrar o empresário do custo de manter os dois sistemas (analógico e digital) simultaneamente; no entanto, não retira do radiodifusor a possibilidade de testar o sistema digital.
Conforme o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, a digitalização no mesmo canal será compulsória em cidades onde há problema de espectro.

