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Abertura da “Conferência Web 2.0” debate sobre as tendências da mídia

Evento está sendo realizado em São Paulo pela Converge Comunicaçãoes

A 1ª Conferência Web 2.0, promovida pela Converge Comunicações, em São Paulo, iniciou ontem com a palestra “Web 2,0: evolução ou revolução?”. O palestrante Abel Reis, VP de Tecnologia e Projetos da Agência Click, destacou que, do ponto de vista tecnológico, a Web 2.0 é a evolução de tecnologias já existentes, enquanto na aplicação, a Web 2.0 surge como revolução. Espalhados em blogs, sites de relacionamentos e outros componentes da Web 2.0, os usuários têm a sua atenção fragmentada, e isso é, segundo Reis, o desafio para as mídias.

“O meio publicitário, por exemplo, tem de descobrir como capturar a atenção dessa massa, já que há muita oferta e audiências menores. É a emergência das nanoaudiências”, define. Ele cita como case de sucesso o “Coke Ring”, ambiente online desenvolvido para a Coca-Cola, na qual coloca os diferentes blogs e seus usuários em um mesmo espaço. Ali, os usuários podem se relacionar e controlar o conteúdo, já que de tempos em tempos é eleido um “Coke master” para zelar pela manutenção dos termos do contrato. Segundo Reis, os blogs cedem a sua audiência para o site, mas ao mesmo tempo, alavancam a sua própria audiência.

O informativo Tela Viva registra que o principal avanço da Web 2.0, cujo maior diferencial é a dinâmica colaborativa de comunidades, será tornar obsoletos os produtores de conteúdo. O coordenador do ICQ (Instituto de Inteligência Coletiva) e professor da Universidade Federal Fluminense, Carlos Nepomuceno, durante a Conferência, declarou que os negócios da internet que não visualizarem a colaboração entre comunidades “tendem a afundar no rio Tietê”. “Não haverá mais ‘conteudistas’, o grosso do conteúdo será postado pelos usuários”, afirma. Para ele, a função do gestor de conteúdo será apenas a de organizar essa massa de informações. O diferencial do Brasil comparado a outros países está no recorde de usuários de comunidades como o Orkut e similares. “Esse diferencial pode ser usado a nosso favor, com a organização de ferramentas e portais, inclusive governamentais, que possam difundir e trabalhar informações”, destaca Nepomuceno. Para ele, os blogs e as comunidades serão ambientes para troca de conhecimento, tanto nas empresas, quanto fora delas.

A Conferência WEB 2.0 está com as inscrições encerradas. Sua proposta é discutir, além do novo perfil do internauta, como a WEB 2.0 irá abrir uma nova frente de negócios, o potencial de mercado, as tecnologias que estão viabilizando a construção dessa nova plataforma, a geração de um novo modelo de comunicação e negócios, os primeiros cases de empreendedores brasileiros, as oportunidades da mídia WEB 2.0, e como o portais vão abordar esse novo consumidor.

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