A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça irão firmar um termo de cooperação para a implantação de mecanismos que reduzam a violência contra jornalistas. Na última semana, o vice-presidente da ABI e presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos, Paulo Jerônimo, acompanhado do conselheiro Arnaldo César, reuniu-se em Brasília com a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o coordenador-Geral de Inteligência do Ministério da Justiça, André Mendes, para tratar do tema.
Segundo a entidade, atualmente, mais de 80 jornalistas, radialistas, fotógrafos e blogueiros sofrem ameaças no Brasil. A ABI busca medidas que impeçam a violência e também combatam a impunidade nestes casos. Os representantes da associação sugeriram a criação de um canal para receber as comunicações de ameaças de morte. Com essas informações, o Ministério da Justiça agiria junto às Secretarias Estaduais de Segurança (polícias Civil e Militar) para determinar que as denúncias fossem investigadas e, caso necessário, oferecer proteção aos profissionais em risco iminente.
A secretaria entende a necessidade de soluções práticas e urgentes e determinou ao coordenador-geral de Inteligência a elaboração do termo de cooperação e a inclusão dos comunicadores ameaçados em um programa semelhante ao sugerido e que está sendo desenvolvido para proteger os moradores do “Minha Casa Minha Vida” do ataque de milicianos e traficantes. Além do termo de cooperação que terá como prioridade amparar os ameaçados, a ABI e Secretaria Nacional de Segurança Pública, juntamente com a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji) e o Movimento Viva Santiago, irão se empenhar para executar medidas de segurança aos profissionais escalados para coberturas de manifestações públicas ou de conflitos em áreas de risco.
Paulo Jerônimo entregou ainda à secretária o material da campanha “SOS Jornalistas”, que disponibiliza um espaço no site da entidade para que profissionais que se sentirem ameaçados possam receber alguma proteção por parte do Estado.


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