Agora em nível nacional, ocorre mais um desdobramento das declarações polêmicas do técnico gremista, Renato Portaluppi, à imprensa. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) cobrou explicação ao Grêmio, após o comandante do time afirmar, em entrevista coletiva, que iria expor nomes de cronistas que “falavam besteira” e deixá-los “se acertarem” com a torcida.
A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) já havia repudiado os ataques. As afirmações feitas por Renato na última quinta-feira, 28, ainda incluíram a garantia dele de que possuía o respaldo do presidente do clube, Romildo Bolzan Jr. A Abraji divulgou em seu site um texto de repúdio, informando que um ofício foi enviado à direção gremista.
Conforme a entidade, ainda não houve retorno do clube sobre a consonância de Romildo com as declarações de Renato. De acordo com o presidente da Associação, Marcelo Träsel, as falas do técnico são um “assédio à imprensa”. A manifestação da Abraji ainda trouxe dados sobre ataques aos jornalistas no País: 366 registros de ataques e agressões no ano de 2020.
A Associação reproduziu, no texto, trecho da fala de Renato: “Quando a gente ouve algumas pessoas da imprensa falando besteira, e é bom que eu não tenho medo de vocês da imprensa e não tenho medo de nenhum de vocês. Vou começar a dar o nome aqui na próxima entrevista, se continuar falando besteira durante a semana, vou deixar um de vocês, ou dois ou três, mais famosos, mas eu vou dar o nome. Depois vocês se acertam com a torcida do Grêmio. (…) É só continuar falando besteira lá que eu tenho autorização do meu presidente e aí vocês vão ver lá nas redes sociais.”


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