Em 2019, a Grêmio e Internacional disputaram a Taça Libertadores da América e a final da Copa do Brasil foi realizada em Porto Alegre. Esse cenário fez com o que o ano da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) fosse de muito trabalho para poder organizar e disponibilizar condições de trabalho aos profissionais. “Exigiu muito planejamento e horas de reuniões”, admitiu o presidente, Alex Bagé, em entrevista ao Coletiva.net. Por outro lado e, segundo ele, ainda mais importante, foram as conquistas ao longo do ano, em especial uma delas: o resgate do protagonismo da entidade.
Segundo o jornalista, a Aceg vive, atualmente, um clima de paz e respeito entre os associados: “A maior motivação da nossa diretoria é o retorno que temos dos próprios cronistas”, avaliou ele. Ao longo do ano, na visão de Bagé, obteve diversas vitórias junto ao público de interesse, como fechamento de convênios e curso de capacitação profissional.
Também foi destacado pelo dirigente a luta para que as emissoras de rádio seguissem transmitindo competições esportivas sem necessidade de pagamento de direitos sobre transmissão. “O próprio presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, garantiu que não haverá tal cobrança”, comemorou.
Ainda revisitando os fatos marcantes de 2019, Bagé lamentou que o período se encerre com uma notícia tão ruim para a classe, em referência a medida provisória assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, extinguindo a necessidade do registro profissional para jornalistas. “Justamente no momento em que o País precisa de uma imprensa capacitada e profissional”, ponderou ele.
Por outro lado, o presidente da Aceg se disse um eterno otimista e afirmou que segue acreditando em crescimento de maneira geral. De acordo com ele, a entidade continuará buscando maneiras de qualificar seus associados e de se manter atenta aos assuntos e procedimentos que podem afetar o mercado. “A Aceg é de todos”, concluiu.

