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Ações e experimentos sociais inspiram o publicitário Marco Bezerra

Marco morou anos fora do Brasil e retornou ao Estado para trabalhar na DM9Sul

Marco Bezerra | Crédito: Glauco Arnt\n

Marco Bezerra | Crédito: Glauco Arnt

No segundo encontro do projeto Inspirações, Beto Callage conversou com o vice-presidente de Criação da DM9Sul, Marco Bezerra. Cerca de 50 pessoas estavam presentes no bistrô Pâtissier. O publicitário apresentou uma sequência de slides que ilustram suas fontes de inspiração, boa parte do material representa ações e experimentos sociais realizados pelo mundo inteiro. Após passar por experiências no exterior – em Amsterdam, Berlim e na Suécia -, Marco retornou ao Rio Grande do Sul para trabalhar ao lado de Marcio Callage e Everson Klein, na DM9Sul. “Somos agentes provocadores e por isso eu acabei voltando pra Porto Alegre”, conta.

Os pilares das suas motivações são: mudanças, tolerância e provocações. Marco diz que “experiência não é o que acontece contigo, mas o que tu faz com essa experiência. Como isso te modifica, te afeta e como isso mexe contigo”. A partir disso, passou a observar como o resultado das mudanças o inspiram. Através de sentimentos que motivam a fuga da zona de conforto, o criativo expôs imagens de espaços públicos na Alemanha, na Holanda e em Amsterdam, que foram modificados pela apropriação popular. Todos os exemplos mostravam locais mudados e, de certa forma, revitalizados através da arte, da música e da liberdade. Um deles é o prédio Tacheles, em Berlim, que foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial e, a partir da década de 1990, foi apropriado e modificado artisticamente pelo povo.

“A mudança de um prédio destruído, que não era nada e virou algo que realmente faz diferença no ambiente social e no ambiente artístico da Europa, deixa esse lugar extremamente inspirador”, conta o publicitário, que se mostra fortemente inspirado por manifestações da contracultura. Ao falar de tolerância, Marco considera que quanto mais se tem a cabeça aberta, mais tolerante a pessoa é e mais próxima da paz ela está. A partir deste sentimento, ele avalia que a tolerância inspira muito. Ainda no âmbito do respeito e da amplitude da mente, Marco ressalta a importância da liberdade.

Em relação à Capital gaúcha, ele conta que acha a cidade feia. A partir das motivações da Criação, ele questiona: “Por que nós não temos uma economia criativa no Rio Grande do Sul?”. Para ele, os ambientes deveriam ser melhor aproveitados. O profissional, que apoia a apropriação de ambientes abandonados e manifestações artísticas em paredões, gostaria de saber como uma sociedade mais aberta e mais inclusiva com o espaço social cuidaria disso.

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