O debate em torno do uso de sacolas plásticas estará no centro dos debates da programação da 30ª Convenção Gaúcha de Supermercados e Expoagas 2011, a ser promovida pela Agas entre 23 e 25 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs. Com o objetivo de fomentar a discussão, dividir responsabilidades e criar uma consciência e soluções coletivas em busca da melhor opção para os gaúchos embalarem as mercadorias adquiridas no varejo, a Agas promoverá um debate específico sobre o tema “Sacolas plásticas, problema ou solução?”.
O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, disse que esta será uma oportunidade ímpar para que os empresários do setor busquem um consenso sobre qual é a alternativa preferida pela população, mais prática e menos danosa ao meio ambiente, entre todas as opções de sacolas disponíveis. “O momento não é de achar culpados, mas de ampliar o debate, reforçar a responsabilidade de cada segmento e encontrar soluções tangíveis”, opinou o dirigente. Longo pensa que os esclarecimentos a serem trazidos no fórum poderão encaminhar uma solução para o tema. Segundo ele, atualmente, os supermercados gaúchos gastam R$ 190 milhões por ano com a aquisição de 1,5 bilhão de sacolas plásticas. “Se elas forem proibidas nos supermercados, cada família gaúcha será onerada, em média, em R$ 15 mensais com a compra de embalagens para destinar seu lixo. Não queremos simplesmente transferir esta conta aos consumidores.”
Na abertura do encontro, a diretora do Instituto Segmento Pesquisas, Nádia Freire, apresentará os resultados do estudo realizado em junho passado, que mostra que 81,1% dos consumidores gaúchos se posicionam contra a proibição do uso das sacolas plásticas, atualmente. A Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo, apresentará seu parecer sobre o tema representando o órgão federal, e abordando aspectos do que o brasileiro pensa sobre desenvolvimento sustentável. O Ministério Público estará representado, no encontro, pelo promotor da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre e professor universitário, Alexandre Saltz.

