É preciso reduzir o percentual de cobrança do ISSQN, sob pena de Porto Alegre deixar de ser a sede de muitas agências de propaganda. O alerta foi feito pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do RS (Sapergs), em correspondência encaminhada hoje ao prefeito José Fogaça. Nela a entidade lembra que na década de 80 a Prefeitura de Porto Alegre implantou um aumento progressivo do ISSQN, de 2% para 3%, e de 3% para 5%, cobrado das agências de publicidade, enquanto em outros municípios da região – como Novo Hamburgo, São Leopoldo e Eldorado do Sul – o tributo cobrado fica entre 2 e 3% sobre honorários e descontos.
O sindicato lembra que em Porto Alegre estão registradas 275 empresas de publicidade, das quais 5% têm mais de 10 funcionários. Na correspondência, assinada pelo presidente João Firme, alerta que “a permanência em Porto Alegre de muitas agências está ameaçada pelo valor excessivo do ISSQN. A mudança da sede de agências de Porto Alegre implicaria na diminuição do mercado de trabalho para publicitários, relações públicas e jornalistas e a evasão de receita do ISSQN”. Finaliza propondo que a administração municipal avalie a possibilidade de redução dos atuais 5% para 2% ou 3% do ISSQN”.

