A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) encerra 2010 ‘com muito trabalho e sucesso’. Em entrevista a Coletiva.net, o presidente Alexandre Gadret destacou como foi seu primeiro ano completo, já que assumiu a entidade em outubro de 2009. “Ao longo deste ano, deu para perceber a responsabilidade da Agert em fortalecer as emissoras e acredito que já estamos contribuindo para que isto aconteça”.
Entre as principais mobilizações realizadas pela entidade em 2010 estão as eleições e a flexibilização da Voz do Brasil. “O papel da Agert nas eleições foi muito importante porque ajudou as emissoras a atuarem de maneira adequada sem ferir nenhuma lei que trata deste tema”, explicou Gadret para em seguida completar: “Promovemos debates com os candidatos ao Governo e ao Senado e a melhor resposta foi que nenhuma emissora foi multada neste período”.
De acordo com Gadret, neste ano foi levantada uma grande bandeira para a flexibilização da Voz do Brasil. “A legislação atual rompe e fere com a liberdade de imprensa, uma vez que as emissoras são obrigadas a divulgar este conteúdo em horário determinado, às 19h. Já conseguimos que o projeto de lei fosse votado no Senado, e acreditamos que, muito em breve, conseguiremos que seja aprovado pelos deputados e presidente”.
O projeto Relatório Social da Agert teve adesão histórica de emissoras filiadas, com crescimento de cerca de 5% em relação ao ano anterior e o êxito foi citado por Gadret. “Levantamos R$60 milhões, cedidos por emissoras de rádio e televisão para instituições e causas de responsabilidade social. Nossa busca é que as emissoras registrem os trabalhos sociais que realizam e para 2011, temos como meta conseguir a participação de 100% delas”, disse Gadret.
Entre as conquistas da entidade em 2010, Gadret também citou a instalação de uma delegacia regional do Ministério das Comunicações no Rio Grande do Sul, a aproximação da Agert nas esferas federais e estaduais, a parceria com os Ministérios Públicos, e a aprovação do projeto de lei, que estende o ressarcimento fiscal às rádios optantes pelo simples. “Nosso contato com o Tribunal de Contas também foi importante para que só exista a comercialização quando ela é possível, assim como com o Ecad.”
As perspectivas para 2011 são as melhores, segundo Gadret. O principal objetivo será concluir a flexibilização da Voz do Brasil, para que tanto o associado, quanto o ouvinte possam ter opções. ”Queremos acompanhar, também, as votações, eventos e fóruns em Brasília. Além disso, iremos preparar para outubro o nosso tradicional Congresso, onde pretendemos dar um grande treinamento para os nossos radiodifusores para que enriqueçam e fortaleçam as emissoras de rádio e tv”.



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