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Agraciados falam de emoções com o Prêmio ARI de Jornalismo

Angélica Coronel, Cristiano Dias Vieira, Júlio Cordeiro e Ricardo Giusti contaram suas experiências com o concurso

O lançamento oficial do 58º Prêmio ARI-Banrisul de Jornalismo, realizado neste sábado, 3, na sede da Associação Riograndense de imprensa, contou com a participação de profissionais agraciados em edições anteriores. O encontro teve a explanação de Angélica Coronel, da TVE; Cristiano Dias Vieira, do Jornal do Comércio; e os repórteres fotográficos Júlio Cordeiro, de Zero Hora, e Ricardo Giusti, do Correio do Povo. O presidente do Conselho Deliberativo da ARI, Ercy Torma, conduziu o encontro e exaltou a importância do lançamento – mais antecipado do que normalmente ocorre. Em seguida, chamou os convidados para a mesa de honra.

Angélica foi a primeira a falar da experiência de ter recebido 1º lugar em Telejornalismo, pelo trabalho “Imigrantes no RS”, do programa TVE Repórter, no ano passado. A jornalista relatou o processo de produção, que originalmente deveria ter rendido apenas uma edição, mas a riqueza do material incentivou a equipe a transmitir partes um e dois. Discorreu também sobre a emoção de ser agraciada pela terceira vez, sendo a última pela TV Educativa. “Defendo a bandeira da comunicação pública, pois tenho convicção de que não apenas o meu trabalho, mas o de muitos lá dentro são de excelente qualidade”, exaltou.

Na vez de Giusti tomar o microfone, o fotojornalista tirou de uma sacola um dos troféus recebidos nas quatro vezes em que se destacou no prêmio e fez questão de deixar a estátua exposta durante as explanações. Explicou que, por ser um profissional de imagem, preferiu se expressar através de um texto. “Convivo na ARI desde criança, quando era trazido por meu pai (Benito Giusti). Ao ingressar no Correio do Povo, fiz questão de me associar e seguir os passos do meu velho”, registrou. Giusti apresentou a imagem com a qual foi vencedor pela primeira vez, em 1999, quando clicou uma agressão de um médico do Grêmio a um juiz de futebol, em um jogo contra o Paraná, pela Copa Sul. “É uma honra figurar na galeria de premiados da ARI, ao lado de nomes tão expressivos”, concluiu.

Cristiano Vieira foi segundo lugar em 2015, na categoria Reportagem Cultural, com a matéria “Sinfonia do descaso”, publicada pelo Jornal do Comércio, com a qual elucidou a demora nas obras da sede da Ospa. “Em um momento tão tenso e de crise, é muito bom poder dar mais valor aos conteúdos culturais”, agradeceu, contando brevemente sobre as dificuldades que a orquestra enfrenta há muitos anos para que o projeto arquitetônico saia do papel. Para o repórter, a cultura tem um papel fundamental no Jornalismo, e “é muito bom contar com a ARI para dar luz a isso”.

Júlio Cordeiro contou que, desde os tempos de estudante, ouvia falar do Prêmio ARI e, por isso, se sente muito feliz em ter sido agraciado cinco vezes, mas brincou: “Já estava me sentindo a seleção da Holanda, pois sempre chegava na final, mas nunca era campeão”. A vitória se deu na última edição, com o trabalho “Últimos desejos”, que retratou o núcleo de cuidados paliativos para pacientes terminais do Hospital de Clínicas. O repórter fotográfico recordou um dos principais personagens, cujo desejo era reencontrar o pai que não via havia mais de 20 anos. “Cobrimos este momento e foi emocionante. Sempre questionamos nosso papel de jornalistas, e proporcionar um pouco de felicidade neste caso foi gratificante”, relatou.

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