A primeira palestra do último dia de evento foi aberta pelo mediador Mauro Dorfmann, presidente do festival, que iniciou falando um pouco do histórico profissional dos convidados. A seguir, passou a palavra a Alexandre Lucas, diretor da Bossa Nova Films, que falou sobre a importância de migrar. Começou contando sobre sua migração de Porto Alegre para São Paulo e sua vida como gaúcho em uma terra onde é alvo de piadas constantemente. Num tom descontraído, contou como contorna as situações em que é colocado, fazendo mais piadas sobre gaúcho a fim de virar o jogo, como “Já que não dá pra separar, vamos invadir”.
Após isso, Alexandre adotou um tom mais sério e falou sobre a necessidade de migração na vida das pessoas, salientando que isto é um processo natural, independentemente do ser humano ter preferência pelo conforto. “Estamos num eterno processo migratório”, define ele.
Seguindo a mesma linha, Alexandre elogiou Roberto Callage, e falou sobre o que aprendeu com ele durante o período em que trabalharam juntos, como “a importância de ser profissional em tudo que se faz” e “a importância de viajar”. Falando sobre viagem, contou sobre sua experiência migratória indo para Londres e São Paulo, assim como suas transições de agência para agência e novos desafios aos quais se submeteu.
Apesar de destacar a importância de se mudar fisicamente, Alexandre ressaltou que é possível ser migrante sem sair de casa, dando a seguinte receita: “é preciso estar permanentemente se perguntando se as coisas não estão confortáveis demais”.
E para fechar com chave de ouro, deixou o seguinte recado: “Dizem que o lugar mais seguro para se estar é num porto, mas se pensarmos direito, não foi para isso que o barco foi feito”.


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