Com o avanço das ações da Rússia contra a Ucrânia, a Global Alliance for Public Relations & Communication Management – confederação mundial de associações de Relações Públicas e Comunicação -, divulgou uma nota de suporte aos profissionais que estão trabalhando na linha de frente ucraniana. Além disso, no documento, a entidade pede que os trabalhadores considerem os aspectos éticos de seguir no atendimento a clientes que estão alinhados às autoridades russas.
No texto, o presidente e CEO da instituição, Justin Green, defende a atitude como “parte de um esforço mais amplo para gerar pressão econômica sobre os agressores”. Ele ainda reitera o posicionamento da entidade ao lado dos ucranianos e russos contrários às ações do governo, que estão sendo detidos por protestar. “Embora não estejam na linha de fogo, eles também são vítimas desta invasão e são eles que irão viver com muitas das consequências”, pontua.
Confira abaixo a nota na íntegra
A liderança da Global Alliance for Public Relations & Communication Management tem visto com crescente horror, nos últimos dias, conforme a invasão russa na Ucrânia continua, com perda de vidas humanas e intensificação da crise humanitária, à medida que centenas de milhares de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas.
Justin Green, presidente e CEO da Global Alliance, afirma: “Apoiamos todos os esforços para chegar a um resultado pacífico e sabemos que a interrupção imediata da violência é a melhor maneira de fornecer o espaço necessário para alcançar um acordo negociado, sustentado pelo respeito da lei internacional.
Como parte de um esforço mais amplo para gerar pressão econômica sobre os agressores, encorajamos todos os profissionais de relações públicas e comunicação – onde quer que estejam – a considerarem cuidadosamente o aspecto ético de continuar a representar clientes alinhados com as autoridades russas ou que são equívocos ao condenarem a atual ação militar.
Também notamos com considerável preocupação como a desinformação tem sido usada como arma nesta crise crescente. Isso sublinha claramente a importância da educação midiática e da confiança em fontes de informação independentes e verificadas. Também nos mostra com clareza as consequências sobre a vida e a morte que alegações espúrias espalhadas sem controle através das mídias sociais e outros canais podem trazer”, continuou ele. “Além disso, vimos a mídia controlada pelo Estado na Rússia usada para minimizar o impacto e a escalada da invasão na tentativa de influenciar a opinião pública naquele país.
Acima de tudo, nossos pensamentos neste momento estão com o povo da Ucrânia – e de fato com os muitos russos comuns que não apoiam o ataque de seu governo à Ucrânia, alguns dos quais têm sido detidos por protestar. Embora não estejam na linha de fogo, eles também são vítimas desta invasão e são eles que irão viver com muitas das consequências. Desejamos um caminho seguro a todos os nossos colegas dos veículos de comunicação que estão cobrindo esta guerra e também apoiamos os relações públicas e comunicadores que trabalham com instituições de ajuda e ONGs que estão fazendo um trabalho épico em resposta ao agravamento da situação. Em reconhecimento a isso, estamos fazendo uma doação para a Cruz Vermelha Apelo à Crise da Ucrânia.”

