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Andrea Longhi acredita que Marketing precisa ser feito com verdade

Na segunda noite de SET Universitário, profissional ministrou o painel ‘Meaning and joy’

Segunda noite de SET Universitário | Cinthia Dias\n

Segunda noite de SET Universitário | Divulgação Coletiva

“Qual será a nossa contribuição para a construção de marcas?”. Com esta provocação, a executiva e gerente de Marketing do Comitê Olímpico Rio 2016, Andrea Longhi, iniciou o painel “Meaning and joy”, a fim de explicar como se dá, na sua visão, a gestão desses títulos. Conforme a painelista, a base do sucesso está no entendimento que a Comunicação está em um momento de ruptura, e que o convencional não é mais aceito pelos clientes. “Se o produto não for feito com verdade, ele não irá ser bem aceito pelos consumidores”, ressaltou aos presentes. Mediada pela diretora-executiva da DeBrito Sul e presidente do Grupo de Atendimento (GA) de Porto Alegre, Liana Bazanela, a terceira palestra, que integra a programação da 29ª edição do SET Universitário da Famecos, aconteceu nesta terça-feira, 27, no Centro de Eventos , no Prédio 40, da PUC (CEPUC).

Andrea apontou o quanto os profissionais de Comunicação precisarão redesenhar e repensar os modelos de negócios para fazê-los dar certo, e que estes deverão seguir seus instintos nesse processo. A partir de um case da Asics, onde usavam atletas amadores para demonstrar a verdade por traz dos produtos, exemplificou que é possível construir uma marca forte e com representatividade no mercado com poucos recursos, basta compreender o cenário em que se está inserido e com quem se está competindo. “Nós precisamos descobrir qual é o DNA de cada marca”, afirmou, e destacou que o sistema original dos quatro Ps do Marketing – Preço, Produto, Praça e Promoção –  não levará os comunicadores para frente. “É preciso quebrar regras e convicções”, acrescentou.

Outra experiência que ressaltou foi sua atuação no Comitê Olímpico Rio 2016 como gerente de Marketing na área Comercial. Na ocasião, manteve relação com mais de 50 patrocinadores, a fim de garantir que os direitos deles fossem entregues, e participou de inúmeras reuniões com representantes dos governos Federal, estadual e municipal, onde aprendeu sobre a presença da gestão pública na execução de eventos de grande porte. “Foi, com certeza, um dos empregos mais difíceis, mais caóticos e mais maravilhosos do mundo”, resumiu. Para ela, a oportunidade dos Jogos Olímpicos garantiu aos brasileiros que renovassem suas esperanças e autoestima diante dos países de Primeiro Mundo.

Antes de encerrar, exibiu um vídeo com agradecimentos das pessoas à equipe de funcionários e voluntários que tornaram possível a Olimpíada no Rio de Janeiro. “Tenho paixão pelo que eu faço”, disse, emocionada, e contou que sempre chora ao assistir este material, pois se recorda de toda energia e dedicação que deposita em cada trabalho que realiza. Na sequência, respondeu os questionamentos dos participantes sobre empresas e campanhas em que atuou, bem como aspectos burocráticos envolvendo patrocinadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Ministrado pelo diretor de Negócios Emergentes da The Coca-Cola Company, Egon Barbosa, o próximo painel será ‘Empreendedores: os mais loucos. Pelo que fazem?’. A atividade está acontecendo neste momento no CEPUC.

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