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Apenas 30% dos gaúchos são plenamente alfabetizados

Nacionalmente, esse número cai para 26%. O Estado apresenta ainda 7% de analfabetos

O Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro em que se realizou pesquisa de índice de alfabetismo funcional da população. Os dados desse estudo foram divulgados hoje de manhã, durante coletiva de imprensa. O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional foi desenvolvido pelo Instituto Paulo Montenegro, braço social do Ibope, e revela os níveis de alfabetismo da população adulta (entre 15 e 64 anos). É considerada alfabetizada funcional a pessoa capaz de utilizar a leitura e a escrita e habilidades matemáticas para fazer frente às demandas de seu contexto social e continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. Em relação às habilidades de leitura e escrita, o alfabetismo funcional é classificado em quatro níveis.

O índice de analfabetismo no Estado é igual ao registrado no Brasil em 2005, ou seja, 7%. A percentagem da população gaúcha enquadrada no nível 3 – alfabetismo nível pleno –, entretanto, é maior do que aquela registrada nacionalmente: 30% e 26%, respectivamente. Entre os gaúchos, os jovens de 15 a 24 anos são os que mais se enquadram no nível 3 (47%), seguidos pela população de 25 a 39 anos (37%). A população com mais de 50 anos apresenta o menor índice: 14% estão no nível mais alfabetizado. Os dados mais preocupantes da pesquisa foram encontrados nas regiões Noroeste e Sudoeste do Estado: respectivamente, 12% e 11% de analfabetos funcionais, índices semelhantes aos coletados no Nordeste do Brasil.

Conforme divulgado na pesquisa sobre os hábitos de leitura entre os gaúchos, a média anual de leitura de livros entre a população do Estado é de 5,5 livros. A pesquisa atual mostra que esse número é maior entre os entrevistados que se encaixam no nível 3 (6,4 livros/ano) e cai para 2,6 livros/ano entre os representantes do nível 1 – alfabetismo nível rudimentar.

Rosália Guedes, da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, chamou a atenção para o material divulgado na elaboração de políticas públicas de educação e incentivo à leitura. “Vimos que a faixa etária que mais lê é a que está na escola, e mostra-se, por isso, fundamental o investimento na educação básica”, afirmou. O presidente da Câmara do Livro, Waldir da Silveira, foi categórico: “Não há outro remédio para o país e para o Estado senão a educação de qualidade”. Silveira informou que já está agendada uma reunião com a governadora eleita, Yeda Crusius, para exibição dos dados levantados pela pesquisa e discussão de formas de ação política para incentivo da leitura.

A pesquisa completa sobre o Alfabetismo Funcional no Rio Grande do Sul está disponível no site da Feira do Livro, na seção Imprensa.

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