A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) destinará um andar de sua sede para abrigar o acervo do jornalista, ex-vereador e ex-presidente da entidade, Alberto André. Ao mesmo tempo, a Câmara Municipal de Porto Alegre também abrigará livros e publicações voltados à cidade, como as colunas publicadas no Correio do Povo durante várias décadas e estudos sobre o Plano Diretor. Por iniciativa do publicitário e sobrinho de Alberto André, Laerte Martins, as duas instituições devem assinar, nos próximos dias, um termo de cooperação técnica com o objetivo de selecionar o acervo.
Na tarde desta terça-feira, 12, o presidente do Legislativo, Sebastião Melo (PMDB), o coordenador do Memorial da CMPA, Jorge Barcellos, e o chefe da Biblioteca Alberto André, Jerri Heim, estiveram na residência da esposa do jornalista, Lourdes André, na zona norte da Capital. Lá, conheceram os recantos utilizados por Alberto André para abrigar sua coleção de livros.
Lourdes disse que se sente feliz em doar o acervo que poderá ser melhor aproveitado pela população porto-alegrense. “O Alberto amava esta cidade, e as pessoas vão poder conferir isso”, comentou, emocionada. Ela ainda lembrou que Alberto André assumiu uma cadeira na Câmara de Porto Alegre em 1952, permanecendo por 12 anos. Uma das leis mais conhecidas de André foi a que definiu a Praça da Alfândega como sede oficial da Feira do Livro. Laerte Martins disse que o tio era uma das pessoas que mais conhecia o Plano Diretor.
Sebastião Melo agradeceu à família pela doação do acervo. O vice-presidente da ARI, Ênio Rockenbach, e o diretor financeiro da instituição, Aires Cerutti, também salientaram a importância do convênio entre a Câmara e a ARI, que receberão um acervo de interesse da cidade.

