Aos veículos vitimas dos protestos e agressões incompatíveis com a etapa civilizatória que vivemos, a nossa solidariedade. Assim conclui a nota que a direção da ARI (Associação Riograndense de Imprensa) emitiu no final da tarde desta quarta-feira, 25, a respeito do protesto registrado no dia anterior contra a sede do Grupo RBS, no qual manifestantes gritaram palavras de ordem e jogaram pedras contra o prédio.
Na nota, que não cita o nome da empresa e é assinada pelo presidente executivo Batista Filho e o presidente do Conselho Deliberativo, Ercy Torma, a entidade “reitera sua inabalável posição na defesa da liberdade de imprensa, do pleno exercício da profissão de jornalista e repudia manifestações e agressões que ferem a democracia”. “Não será a ação insana de vândalos que irá calar aqueles que por vocação e obrigação levam a todos o andar dos acontecimentos. Que os veículos continuem com a coragem e a vocação do bom jornalismo a prestar os serviços independentes e isentos que as pessoas merecem e exigem”, acrescenta o manifesto.
A Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) também emitiu nota em repúdio à ação dos manifestantes. Segundo o presidente da entidade, Roberto Cervo Melão, os atos de violência contra jornalistas e veículos de comunicação são preocupantes, pois buscam “intimidar o trabalho da imprensa e configuram grave atentado ao livre exercício do jornalismo, devendo ser rechaçados em respeito à democracia”.
“A Agert reafirma a defesa intransigente da liberdade de expressão e ao direito à livre informação como direitos inalienáveis do público, essenciais ao Estado Democrático de Direito”, complementa Melão.
O Grupo RBS fez o registro policial da ocorrência. A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) também se manifestou rejeitando “toda e qualquer forma de violência contra jornalistas ou veículos de comunicação”.

