A carta aberta do comunicador Alexandre Fetter também mobilizou a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), que, na tarde desta quarta-feira, 31, se posicionou contrária à sua manifestação, mesmo sem citar o comunicador. Em nota, o presidente da entidade, João Batista de Melo Filho, e o presidente do Conselho Deliberativo, Ercy Pereira Torma, manifestaram preocupação com a sociedade, pois os jornalistas devem ter o compromisso de debater os acontecimentos, e não de incitar a violência. “A radicalização não é instrutiva, ao contrário, provoca divisões inconciliáveis”, justificaram.
No depoimento, acrescentaram, ainda, que todos têm o direito de se manifestar, mas que a fala do comunicador do Grupo RBS foi irresponsável. “Estaremos sempre juntos no combate pelos direitos da cidadania, respeitando as diferenças sem ceder em nossos princípios: contra censura, as restrições impostas por quem quer que seja, não compactuando com espécie alguma de violência física, moral ou intelectual. Para nós, jamais existirá o momento de semear ódio”, finalizaram.
Confira a nota na íntegra:
Posição da Associação Riograndense de Imprensa sobre a polêmica nas redes sociais motivada por comentário radiofônico a respeito da segurança no Rio Grande do Sul.
É inegável que vivemos a consolidação da democracia, mas também a exacerbação de sentimento que permeia a discussão nas plataformas de comunicação.
Tais ações são compreensíveis nas redes sociais, mas também fonte de preocupação para aqueles que no jornalismo tem visceral responsabilidade com a verdade, a correta divulgação dos fatos e noticias.
A radicalização não é instrutiva, ao contrario , provoca divisões inconciliáveis. Sabemos e lamentamos o clima de insegurança vivido no Rio Grande do Sul em nível crescente, com o agravamento e a repetição de episódios ceifando vidas e provocando pânico e indignação.
No entanto, a ninguém é dada a licença para agredir, pedir punição a colegas que manifestam posição pessoal quanto à forma de combater a criminalidade. Ofender profissionais e agentes públicos é, no mínimo, emocionalmente irresponsável.
Estaremos sempre juntos no combate pelos direitos da cidadania, respeitando as diferenças sem ceder em nossos princípios: contra censura, as restrições impostas por quem quer que seja, não compactuando com espécie alguma de violência física, moral ou intelectual.
Para nós, jamais existirá o momento de semear ódio.
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