“O ano foi tenso para o setor da publicidade. Problemas de nível federal colocaram sob suspensão toda a atividade de propaganda no país”. A avaliação para 2005 é do presidente da ARP (Associação Riograndense de Propaganda), Airton Rocha, que, embora julgue o ano como “razoável” para o mercado, acredita que “o setor conseguiu superar as dificuldades e entra fortalecido em 2006”.
Ao falar das realizações da entidade no período, entretanto, Airton vê motivos para comemorar: “A interiorização da ARP e a Semana da Propaganda foram alguns dos projetos muito bem-sucedidos”. Durante o ano, a entidade promoveu diversos encontros com agências, veículos, fornecedores e anunciantes do interior do Estado para estreitar vínculos e valorizar a produção de fora da Capital. Antes das eleições que vão apontar o novo presidente da ARP, em março, Airton ainda pretende realizar mais eventos desse cunho. “Trabalhamos para criar um belo vínculo com representantes do interior e conseguimos”, afirma.
A 2ª Semana da Propaganda, que aconteceu de 2 a 7 de dezembro, no Cais do Porto, em Porto Alegre, teve “painéis de ótimos conteúdos e excelente organização”, segundo Airton. Ele também enfatiza que os critérios para apontar os premiados no Salão da Propaganda foram adotados após amplas discussões com grupos e entidades de profissionais que expuseram suas visões sobre o processo de avaliação. “Conquistamos os melhores resultados, com imparcialidade e seriedade”, diz. A única lembrança da Semana que não é positiva para Airton é o 2º Congresso Gaúcho de Agências de Publicidade, o que acabou transformando-se em uma mesa-redonda. Por outro lado, a maioria dos presentes no evento era formada por representantes de agências do interior, consumando um objetivo da ARP. “É uma pena que o Congresso tenha deixado a desejar em meio a uma Semana fantástica”, analisa.
Airton Rocha, que não será candidato às próximas eleições da entidade, vai lançar o edital no início de janeiro. Além disso, já está trabalhando no regulamento do Salão da Propaganda de 2006. “Não quero que a ARP fique parada devido ao processo eleitoral. É claro que o novo presidente pode fazer alterações no regulamento, mas estou adiantando o serviço”, afirma. Para o próximo ano, as expectativas são as melhores possíveis: “Depois de um 2005 difícil, acredito que as coisas caminham para um 2006 de boas condições para um grande crescimento no setor”.

