Aumentou o número de jornalistas agredidos em manifestações, desde 2015, conforme dados avaliados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Foram 125 ataques nos últimos cinco anos, em 65 países.
No primeiro ano do levantamento, 15 ocorrências contra profissionais da imprensa foram identificadas em todo o mundo, partindo da polícia ou forças de segurança. Em 2019, o número subiu para 32. Conforme o relatório “Segurança de jornalistas em cobertura de protestos: preservação da liberdade de imprensa em tempos turbulentos”.
Houve, inclusive, 10 casos de assassinato de jornalistas em manifestações, nos últimos cinco anos. Segundo a Unesco, o documento “revela uma ameaça cada vez maior e mais significativa à liberdade da mídia e do acesso à informação em todas as regiões do mundo”. O relatório menciona o Manual de Segurança para a Cobertura de Protestos da Abraji, elaborado em 2014.
O chefe da área de liberdade de expressão e segurança de jornalistas da Unesco, Guilherme Canela, destaca a importância dos profissionais da imprensa nos protestos: “São os jornalistas, entre outros, que estão ali para verificar se o trabalho que a polícia faz é necessário para garantir a segurança no curso dos protestos. Eles também relatam se a garantia da ordem está em linha com a legislação internacional de direitos humanos”.
O presidente da Abraji, Marcelo Träsel, aponta a gravidade da violência contra estes profissionais. “Quando jornalistas se tornam alvo de agressões e intimidação por quaisquer das partes envolvidas, são violados o direito à informação de toda sociedade e a liberdade de imprensa”, pontua ele.


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