Por causa da sensação de insegurança, os porto-alegrenses estão mudando as suas rotinas, é o que revela o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Methodus em parceria com o Grupo Bandeirantes. Dos 431 entrevistados que responderam ao questionário, 45 % do total foi vítima de algum tipo de crime em 2015 e mais de 90% conhece alguém que sofreu violência no mesmo período. Sobre os tipos de violência, o roubo a mão armada é o mais citado, onde um em cada cinco entrevistados afirma ter sido roubado desde o início do ano. Para evitar passar por alguma situação de perigo, mais de 88% dos porto-alegrenses afirmam ter mudado hábitos, como evitar andar a pé pela cidade, reduzir as saídas à noite, festas e restaurantes. A preferência por compras em shoppings, em detrimento das lojas de rua, também foi registrada por 68% dos participantes.
Sobre a insegurança, 82% dos porto-alegrenses afirmam que se sentem nada ou pouco seguros. Quando perguntados pelo mesmo sentimento no bairro onde moram, os índices caem um pouco, chegando a 62% dos entrevistados. Ainda, 54% acreditam que a violência em Porto Alegre é maior do que em outras capitais brasileiras. Um levantamento recente do Grupo Bandeirantes mostra que Porto Alegre tem 9 assaltos para cada mil habitantes, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo registram 6 assaltos para cada mil habitantes.
Indagados sobre questões polêmicas, os porto-alegrenses estão divididos. Cerca de 30% são totalmente contra a pena de morte, enquanto outros 30% são a favor. O panorama equilibrado se repete quanto à opinião sobre a maior facilidade no porte de armas aos cidadãos. Os entrevistados, porém, se mostraram a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com mais de 60% a favor da mudança.
A maioria dos entrevistados, entre 64% e 70%, apesar do sentimento de insegurança, afirmou confiar na Brigada Militar e na Polícia Civil. Eles também acreditam que a Guarda Municipal poderia auxiliar no combate à criminalidade em Porto Alegre. Os entrevistados apoiam ainda a vinda do Exército na tentativa de solução do problema, com 71% sendo pelo menos parcialmente a favor da intervenção. Consequentemente, para 42% dos entrevistados, a medida mais eficiente para reduzir a violência na Capital é o aumento do efetivo policial.
A pesquisa foi realizada na internet e 431 porto-alegrenses responderam aos questionamentos, sendo 83% com idade entre 25 a 59 anos.


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