Muito antes de os candidatos ocuparem os púlpitos, o debate já havia começado nos bastidores. A Band RS mobilizou cerca de 100 profissionais em uma operação integrada entre televisão, rádio e plataformas digitais para realizar, na noite deste domingo, 9, na Fiergs, o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao Governo do Estado nas Eleições 2026. Pela primeira vez, a emissora recebeu autoridades e convidados na plateia, formada por mais de 200 pessoas.
Participaram do encontro Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB). A mediação ficou a cargo de Oziris Marins, jornalista que mais conduziu debates na história da Band RS. O programa foi transmitido pela Band TV, pelas rádios Bandeirantes e BandNews FM Porto Alegre e pelos canais digitais do grupo. O embate também foi acompanhado por jornalistas da CNN, Coletiva.net, Jornal do Comércio, Masper TV, Porto Alegre 24 Horas, Rádio Uirapuru e Zero Hora.
Momento de antecipação
Embora a transmissão televisiva estivesse marcada para as 20h, a cobertura começou a movimentar a Fiergs às 18h30. Na entrada, repórteres da Band e de outros veículos acompanhavam e registravam a chegada dos candidatos e convidados. Ao redor deles, as equipes de campanha tratavam de aquecer o ambiente com palavras de incentivo e adesivos dos candidatos estampados no peito.
Depois do credenciamento, o caminho levava a uma antessala do auditório. Entre lanches, bebidas e a circulação constante de convidados, Alexandre Mota, Arthur Stoffel, Guilherme Macalossi e Sabrina Thomazi comandavam uma transmissão para as rádios e o YouTube. Dali, comentavam as chegadas e antecipavam o clima do encontro que se aproximava.
O auditório permaneceu fechado durante parte da cobertura e foi aberto cerca de 20 minutos antes do início do programa. Com o público ainda ocupando os lugares, fotógrafos e videomakers puderam se aproximar do palco e captar imagens dos candidatos. Pouco depois, o espaço diante dos púlpitos ficou restrito às câmeras e aos profissionais da técnica.
Por trás das câmeras
No palco, um telão compunha o fundo do cenário. Oziris ocupava a posição central, com dois candidatos de cada lado. Câmeras distribuídas pelo centro, pelas laterais e pelo fundo do auditório acompanhariam cada fala, reação e pedido de resposta.
Na direção oposta, próxima à entrada, estava concentrada parte da equipe técnica. Era de lá que o diretor de Jornalismo da Band TV, Luiz Eduardo Rezende, passava orientações ao mediador e à plateia antes de o programa entrar no ar e durante os intervalos.
Fora do auditório, a antessala também abrigava uma operação que chegava diretamente à tela da Band TV. Três intérpretes de Libras se revezaram durante as duas horas de transmissão, acompanhando as falas dos candidatos e do mediador.
Dividido em quatro blocos, o debate começou com temas definidos previamente. O segundo segmento teve perguntas formuladas por comunicadores da Band, enquanto o terceiro permitiu que os candidatos escolhessem livremente os assuntos. O último foi reservado às considerações finais.
Uma estratégia em quatro minutos
Se diante das câmeras o debate seguia regras e tempos rigorosos, nos intervalos o palco ganhava outro ritmo. A cada pausa de quatro minutos, assessores, marqueteiros e outros integrantes das equipes de Comunicação deixavam a plateia e se aproximavam dos candidatos para transmitir orientações, ajustar estratégias e preparar o bloco seguinte.

Equipes dos candidatos passavam orientações durante os intervalos. – Crédito: Coletiva.net.
Ao mesmo tempo, Oziris conversava com a produção, enquanto os técnicos aproveitavam a breve janela para fazer ajustes na iluminação e em outros pontos da estrutura. Na antessala, Alexandre, Arthur, Guilherme e Sabrina retomavam a transmissão e compartilhavam as primeiras impressões sobre o bloco recém-encerrado.
As pausas também eram anunciadas por um som conhecido de quem acompanha as eleições pela emissora. A trilha usada pela Band em suas coberturas eleitorais atravessa décadas e permanece praticamente inseparável dos debates da rede. Entre os profissionais mais antigos da casa, há quem a escute há cerca de 30 anos.
Do debate à coletiva
Encerradas as considerações finais, o ambiente controlado da transmissão deu lugar a uma espécie de coletiva informal. Equipes de campanha voltaram ao palco, enquanto os candidatos concediam entrevistas aos jornalistas do Grupo Bandeirantes e aos profissionais dos demais veículos presentes.
O trabalho continuou mesmo quando a plateia começou a esvaziar. Entre cabos, câmeras e convidados a caminho da saída, jornalistas da Band gravavam conteúdos para as redes sociais e os telejornais da emissora. Nas rádios e nas plataformas digitais, a cobertura avançava noite adentro, transformando em análise o debate que, nos bastidores, havia começado horas antes de a televisão entrar no ar.

