Entre receitas e panelas, Bárbara Pustai, que trabalha com Jornalismo gastronômico desde 2013, abriu espaço para as letras em meio à pandemia. A mistura desses ingredientes resultou no livro ‘Todo Mundo Meio Quebrado Tentando Ser Feliz’. Em entrevista ao portal Coletiva.net, ela contou que a escrita a acompanhou desde criança. O que a chegada da Covid-19 trouxe foi a inspiração ao assistir às lives diárias do escritor e professor de Literatura Arthur Telló e a coragem de lançar a obra, que possui 19 textos e três contos.
Dentro das páginas, a autora transborda os anseios, divagações, um pouco da rotina do confinamento e das inquietações vividas nos meses de pandemia. Ela buscou nos ensinamentos do avô, que, segundo Bárbara, era um exímio escritor e professor de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFSM). “Ele me incentivava a ler, a criar personagens e a mergulhar em histórias imaginárias. Escrevi vários ‘livros’ ainda pequena, na ânsia de viver e de transmitir mundos diferentes, por querer compartilhar desde cedo o universo interior”, ressaltou.
Ela contou que se sentiu mais à vontade nos contos e textos curtos: “A satisfação de finalizar algo me encantou, mas não descarto a ideia de escrever outros tipos de ficção, sigo esboçando romances”, comentou.
A jornalista contou que o livro ficou meses pronto até ser divulgado. “Demorei bastante tempo até abraçar a ideia de que poderia publicar um livro. Depois de muita terapia, entendi que poderia transformá-lo em um trabalho”, admitiu.
Inspiração em lives
As lives produzidas diariamente pelo escritor e professor de literatura Arthur Telló eram o estímulo que faltava na vida da jornalista. “Ele lia um conto e depois conversávamos no chat sobre a obra. Comecei timidamente a escrever alguns textos, apesar da inspiração estar privada de vida exterior. O mundo da imaginação me salvou novamente”, contou.
Ela ressaltou ainda a importância do grupo de Literatura, pois “foi companhia, incentivo e iluminação criativa”. Não foi só inspiração que Bárbara encontrou, ela fez amigos, que deixaram de ser virtuais após um encontro realizado recentemente.
Para ela, a palavra escrita é refúgio e alento. “Me encanta e me motiva muito saber que outros pares de olhos atentos me acompanham e se identificam com a singeleza do que transbordo”, finalizou.
Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a jornalista e cozinheira Bárbara Pustai trabalha com jornalismo gastronômico desde 2013.

