O Cisne Branco, tradicional barco de passeios turísticos de Porto Alegre, pode deixar de circular na segunda-feira, 23. Nesta data, encerra-se o prazo de 30 dias da ordem de despejo emitida pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) do Estado, a pedido da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A empresa, que atua desde 1992 no local, a convite do Governo do Estado, é considerada um locatário irregular. Além disso, a possibilidade está ligada à concretização do projeto de revitalização do cais.
Em 1997, a responsável pela embarcação passou a ocupar uma sala no cais e a pagar aluguel mensal, ainda que sem contrato por escrito. Com capacidade para 220 pessoas, empregando de 20 a 50 pessoas em alta temporada, o Cisne é o mais longo dos barcos de passeio da cidade, com 40 metros de comprimento e 1,8 metro de calado, dimensões que impossibilitam a operação em outro espaço.
A empresa, com apoio da Secretaria de Turismo de Porto Alegre, procura soluções e já acionou a Casa Civil do governo estadual, por enquanto, sem sucesso. O caso foi relatado no blog do jornalista Luiz Fernando Moraes, lançado nesta sexta-feira, 20.

