Durante a transmissão do Gre-Nal 434, que aconteceu no último sábado, 6, o jornalista da rádio 103.3 FM Nando Gross teve que comentar o jogo de um estúdio, pois não conseguiu acessar a área de imprensa do estádio Beira-Rio. O comunicador explicou no Instagram as razões que deixaram ele e o narrador Daniel Oliveira de fora, onde ocorria o clássico. Após um desabafo nas redes sociais, ele lamentou o que definiu como “uso político” da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg), ao credenciar quatro rádios de Porto Alegre que transmitiram o jogo em FM, deixando de fora o Grupo ABC. Em nota, divulgada nesta segunda, 8, a entidade justifica que o “protocolo atual da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) limita ao número máximo de 40 integrantes, tanto de microfone como de técnica”.
No post, Nando ainda questionou o papel da Aceg. “A Associação não tem o poder de dizer qual rádio pode e qual não pode trabalhar. Eles não têm esse poder e foi isso que a Aceg fez.” O não credenciamento surpreendeu o cronista esportivo, que trabalha no setor há 36 anos e, segundo ele, não foi informado, no dia do jogo, sobre o motivo pelo qual foi barrado.
O fato gerou manifestações na internet e também na imprensa, como citou Nando. Em vídeo gravado no Youtube, no qual explicou que gostaria de dar o assunto por encerrado, entretanto destacou que muitas pessoas ainda questionavam os motivos que levaram a Aceg a barrar os profissionais. “Não tem critério, é uma questão política, é um uso político da entidade”, opinou.
Nando reclama ainda que no Gre-Nal havia três funcionários da RDC TV credenciando a imprensa, que, segundo ele, “nunca vão aos jogos e não fazem o dia a dia de Grêmio e Inter. Se sempre teve lugar para a ABC, para mim e para o Daniel dentro das cabines em todos os jogos, por que no Gre-Nal não tinha? Porque alguém foi colocado e nos tiraram.”
Em vídeo, o jornalista ainda agradeceu o apoio recebido dos ouvintes e também da imprensa, citando os ex-colegas da rádio Guaíba, que comentaram o episódio no ar.
Confira o post na íntegra:
Confira o vídeo na íntegra:
O que diz a Aceg
Em nota, a entidade afirma: “Seguimos dialogando, mas enquanto persistirem tais determinações (sanitária), a Aceg manterá o critério de assiduidade da presença dos veículos de Comunicação em transmitir dos estádios. Isso independe de operação (FM, WEB, AM), de localização (capital, interior) ou de poder econômico. Entendemos ser democrático e justo que emissoras, independente do porte, que de há muito realizam seu trabalho em jogos de menor expressão tenham preferência e não fiquem de fora de eventos importantes, como um Gre-Nal, em favor de quem é eventual ou se fez assíduo mais recentemente.”
Confira a íntegra da nota:
A ACEG – Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos – vem, por meio desta, manifestar de público seu agradecimento à entidades que foram parceiras e decisivas para o atendimento de demandas de jornalistas e radialistas por ocasião do clássico GreNal do último sábado, no estádio Beira Rio.
A saber.
Às autoridades sanitárias do município e do governo do Estado pela sensibilidade em avaliar e atender o pleito dos narradores para que pudessem transmitir a partida sem o uso da máscara, desde que respeitadas as demais determinações dos protocolos.
Às direções da FGF – Federação Gaúcha de Futebol – e da CBF – Confederação Brasileira de Futebol – que concordaram na antecipação em uma hora do acesso dos profissionais às cabinas e tribuna de imprensa.
Às diretorias do Sport Club Internacional e da BRIO – SPE Holding Beira Rio S/A – que não mediram esforços para instalar os cronistas esportivos do quantitativo de jornais, sites, blogs e afins, que não teriam acomodação na área específica da mídia.
Esses exemplos também ilustram o quanto nossa entidade tem se dedicado em buscar soluções às demandas apresentadas por nossos associados. Infelizmente, pelo quadro de pandemia que ainda enfrentamos, nem todas são possíveis de atendimento. Uma delas é a que estamos reivindicando, de algum tempo, em aumentar o número de credenciados para as rádios. O protocolo atual da CBF limita ao número máximo de quarenta integrantes, tanto de microfone como de técnica. Além do mais, não permite que se permute lugares com o outro quantitativo. Seguimos dialogando, mas enquanto persistirem tais determinações, a ACEG manterá o critério de assiduidade da presença dos veículos de comunicação em transmitir dos estádios. Isso independe de operação (FM, WEB, AM), de localização (capital, interior) ou de poder econômico. Entendemos ser democrático e justo que emissoras, independente do porte, que de há muito realizam seu trabalho em jogos de menor expressão tenham preferência e não fiquem de fora de eventos importantes, como um GreNal, em favor de quem é eventual ou se fez assíduo mais recentemente.
A ACEG renova agradecimento e estima a todos os associados e a quem tem apoiado a entidade.
Alex Bagé
Presidente

