Repercute bastante nos meios políticos e jornalísticos a entrevista do jornalista José Barrionuevo à revista Voto, cuja edição começou a circular sexta-feira. Ele avalia a derrota do governador Germano Rigotto (“Faltou acreditar na pesquisa da Methodus divulgada pela Voto”) e a vitória de Yeda Crusius, que “venceu por seu talento, pela garra, pela determinação”, apesar da estratégia de marketing que não apresentava emoção nem encantamento. “Vou guardar os programas para as palestras sobre marketing, para mostrar o que não se faz”, afirmou ele.
Barrionuevo avalia também o governo de José Fogaça. Diz que gosta de Fogaça, mas faz duras críticas à comunicação da Prefeitura de Porto Alegre, que considera “um desastre”. “Se o Fogaça soubesse o que se fala na cidade sobre seu governo, mudava a equipe já em janeiro”, alertou, para acrescentar: “As maiores virtudes que o Fogaça possui – seriedade, responsabilidade, modéstia, justeza de conceitos, timidez – não capitalizam muito na política, infelizmente, se falhar a comunicação. Com boa comunicação, teria reeleição assegurada. Mas teria que ter retaguarda. Não tem”.

