A julgar pela atenção dedicada pelos organizadores, palestrantes e plateia do Web Expo Fórum, realizado
Alexandre Campos, dirigente da IDC Brasil, informou que o mercado de vídeos na rede deve aumentar 50% anualmente até 2012, chegando a obter investimentos de US$ 3,8 bilhões. Esta é, na opinião do especialista, uma comprovação do interesse do internauta por conteúdo multimídia. Quem atua na web precisa ter como sentenças básicas a importância de falar a linguagem que o seu público prefere, a importância da atingir a comunidade de influenciadores e a consciência de atuação sobre personalização, colaboração, inovação e mobilidade. A mobilidade, aliás, é um fator preponderante para o relacionamento organizacional hoje, até porque mais da metade da população mundial tem aparelhos celulares, muitos deles bastante equipados e com potencial de veicular imagens com movimento e som.
O jornalista Rubens Meyer, diretor da divisão de Comunicação Digital da S2, citou dados da ComScore, de janeiro de 2009, apontando que nos Estados Unidos houve 14,8 bilhões de vídeos assistidos pela internet por mais de 147 milhões de usuários únicos, o que significa que 76,8% dos norte-americanos assistem a vídeos na rede, empregando 356 minutos/mês. No Brasil, o panorama não é muito diferente: 13 milhões de usuários brasileiros visitam o YouTube (audiência 130 vezes maior que a série de TV paga mais assistida) e 8,3 milhões visitam o Globo Vídeo, com 35 minutos por mês de uso, segundo dados da ComScore de julho de 2008.
Kika Oncken, gerente de Vendas do Google, entende o vídeo como alternativa de diversão e de engajamento do público na produção de conteúdos e ainda como fonte informativa com potencial de viralização. O consumidor digital é multitarefa, gosta de conveniência para exercer sua liberdade e quer dividir com sua rede de contatos. Tanto que o ranking do YouTube é estabelecido por visualizações, pela escala de estrelas e favoritos registrados pelos visualizadores e pelas palavras-chave cadastradas. Para ela, o sucesso do YouTube se deve à combinação do potencial do vídeo com o poder do conceito de comunidade, tornando-o o quarto maior site do mundo e o segundo buscador mundial de conteúdos, só atrás do Google. E a renovação é constante, porque são colocadas 15 horas de vídeo por minuto. (Por Rodrigo Cogo)