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Boletim da ARI destaca revolta de Bolsonaro contra a Rede Globo

Tambor da Aldeia também traz casos de violência contra jornalistas

A 10ª edição do ano do Tambor da Aldeia, boletim mensal da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), traz, entre os seus destaques, a revolta do presidente da República, Jair Bolsonaro, contra a Rede Globo, após a emissora exibir reportagem sobre o caso Marielle Franco, no Jornal Nacional, no último dia 29. A matéria mostra que Elcio Queiroz, suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora, foi, em 14 de março de 2018 (data da morte da política), ao condomínio onde o então deputado federal tem casa, no Rio de Janeiro, e, conforme depoimento do porteiro, teria identificado que iria à residência do “seu Jair”.

Como resposta aos xingamentos do político, que proferiu palavras como “covardia”, “patifes”, “jornalismo podre” e “canalhas”, em uma live, a equipe da emissora divulgou nota oficial, afirmando ter feito “jornalismo com seriedade e responsabilidade”. Entidades de classe como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entre outras, criticaram as manifestações do mandatário.

O boletim da ARI também ressalta um caso de agressão contra o cinegrafista Reginaldo Dias, da TV Alterosa, de Itaúna, no interior de Minas Gerais. A violência sofrida pelo cinegrafista, em 22 de outubro, durante cobertura de um homicídio, foi condenada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG (SJPMG) e pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Em nota, as entidades informam que as agressões foram presenciadas por policiais militares, que nada teriam feito para evitá-las.

Pelo mundo, o Tambor da Aldeia ressalta que o Departamento Central de Propaganda do Partido Comunista Chinês informou que, a partir do final deste ano, os jornalistas do país terão que passar por um exame obrigatório de lealdade, a fim de obter ou renovar suas credenciais de imprensa. O teste será realizado através de um aplicativo para smartphone. Os jornalistas precisam marcar pelo menos 80 dos 120 pontos para serem aprovados, e só podem refazer a prova uma vez. Atualmente, mais de 115 jornalistas profissionais estão detidos na China em condições de risco de vida. Atualmente, o país ocupa a 177ª posição entre 180 países no ranking global da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) de liberdade de imprensa.

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